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CPI DO FEMINICÍDIO

Edna Sampaio rebate Pivetta: “Qual é a paz que as mulheres têm em Mato Grosso”?

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A deputada estadual Edna Sampaio (PT) fez duras críticas ao governo Mauro Mendes (União) durante entrevista nesta segunda-feira (01.09) à rádio Cultura. A parlamentar questionou a fala do vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), que disse que a CPI do Feminicídio, proposta por Edna, “tiraria a paz” do governo.

Segundo a parlamentar,  a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o feminicídio no estado não tem como objetivo fazer acordos. Ela questionou imputações de que teria conversado com o poder executivo e, por conta disso, a investigação foi encerrada, antes mesmo de se iniciar.

“O vice-governador veio a público e disse que eles queriam trabalhar em paz, que uma CPI tiraria a paz do governo para trabalhar. Eu fico pensando, qual é a paz que as mulheres tem tido no estado de Mato Grosso?”, questionou a parlamentar.

Seis deputados retiraram as assinaturas do pedido de abertura da CPI após uma pressão do governo Mauro Mendes (União). O pedido de abertura possuía 13 assinaturas até então.

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Em reportagem recente, o PNB Online mostrou que o Governo do Estado retirou recursos do combate à violência contra a mulher para outras “demandas prioritárias”. Uma representação foi feita no Tribunal de Contas do Estado contra a retirada destes recursos.

A deputada também rebateu as alegações de que ela teria feito um acordo com o governo de Mato Grosso. Um dos críticos da postura de Edna foi Max Russi (PSB), que disse à imprensa que, se fosse autor do requerimento da CPI, não teria se reunido com chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, para discutir a CPI.

“O Fabio Garcia me disse que eles [o governo] não gostariam, não querem a CPI, e eu disse para ele que a CPI era o melhor instrumento, por ser o instrumento mais potente, como ferramenta legislativa, mas que se não fosse pela CPI seria de outro modo”, afirmou Sampaio.

“Acordo é você conversar com o chefe do executivo? Para mim é normal eu conversar, afinal de contas eu não trato os cargos públicos como personalíssimos, são instituições. Existe um poder absoluto que se coloca à frente do poder legislativo que impede qualquer debate, qualquer crítica. Parece que qualquer crítica é uma crítica que pode ruir o governo”, afirmou a deputada.

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