A vereadora Samantha Íris (PL), que integra a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Cuiabá, votou nesta segunda-feira (08) para manter o veto de seu marido, o prefeito Abilio Brunini (PL), em um projeto de lei que de autoria do vereador Dídimo Vovô (PSB) que facilita a realização de exames de câncer de mama em Cuiabá.
Com apoio de Samantha, a CCJ referendou o veto do prefeito Abilio para a proposição. O projeto de Lei 146/2025 estabelece que mulheres com mama densa poderão se dirigir às unidades públicas de saúde municipais ou conveniadas integrantes do Sistema Único de Saúde (SUS) para realizar o exame de ressonância nuclear magnética e fazer a prevenção recomendada do câncer de mama.
“Em relação a esse projeto eu fiz questão de estudá-lo, inclusive conversando com uma mulher que passou por essa situação, e eu acredito sim que é uma questão que nós devemos ter um cuidado”, afirmou Samantha que, mesmo assim, votou para manter o veto. Samantha disse que está “conversando” com a secretária de Saúde para garantir o exame que ajuda a detectar câncer em mamas densas.
O único a votar contra o veto foi o vereador Daniel Monteiro (Republicanos). O líder do prefeito, Dilemário Alencar (União), relatou o veto e votou pela manutenção. Samantha foi o voto de “minerva”, que permitiu a aprovação do parecer favorável à manutenção do veto. O texto agora vai ao plenário para apreciação dos vereadores.
Exame ajuda a diagnosticar câncer
Segundo o projeto, mulheres com mama densa apresentam maior risco de desenvolver câncer de mama e enfrentam desafios adicionais na detecção precoce da doença. A mamografia, embora seja o exame padrão para rastreamento, possui limitações na identificação de lesões em mamas densas, o que pode levar a diagnósticos tardios e pior prognóstico.
Ainda conforme o texto, a ressonância nuclear magnética, quando associada à mamografia, oferece maior sensibilidade na detecção de tumores em mamas densas, contribuindo para diagnósticos mais precisos e intervenções oportunas.
Abilio vetou projeto
No início de agosto, Abilio vetou o projeto sob o argumento de que ele não estipula o impacto financeiro para o município e atropela prerrogativa do município.
“Isso porque, ao garantir a ampliação de acesso à ressonância magnética em mamas densas, sem a apresentação da estimativa do seu impacto orçamentário e financeiro, o projeto de lei aprovado devia estar acompanhado da prévia estimativa do impacto orçamentário da despesa obrigatória a ser criada, o que não aconteceu no presente caso”, diz trecho do veto.
















