
A deputada estadual em exercício Eliane Xunakalo (PT) classificou como desmonte da política pública de saúde a dispensa de 56 servidores e o fechamento de cinco das 12 unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência em Cuiabá e Várzea Grande. Segundo a parlamentar, a medida reduziu quase pela metade a capacidade operacional do serviço e atingiu cerca de um quarto do quadro de profissionais.
De acordo com Xunakalo, entre os desligados estão técnicos de enfermagem, enfermeiros e condutores socorristas. Ela questiona a justificativa de custos apresentada pelo Governo do Estado e afirma que o modelo atual de financiamento do Samu é tripartite, com divisão entre União, estados e municípios.
“Ao transferir o serviço para o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, cujo custeio é exclusivamente estadual, será necessário investir ainda mais na contratação e treinamento de novos profissionais”, afirmou.
A deputada também demonstrou preocupação com o impacto da medida sobre a população, especialmente em períodos críticos. Segundo ela, a previsão de estiagem severa e calor extremo no segundo semestre deve aumentar a demanda por atendimentos de urgência.
Xunakalo declarou ainda apoio à iniciativa do deputado Lúdio Cabral (PT), que encaminhou, no fim de março, um ofício ao Ministério Público Estadual solicitando investigação sobre as demissões e o fechamento das bases do Samu.
“É preciso que sejam tomadas medidas para assegurar a continuidade dos serviços prestados à população”, disse.





















