A derrota para o Fluminense, na semifinal do Campeonato Carioca, foi o estopim para a saída de Fernando Diniz do comando do Vasco da Gama. O presidente Pedrinho anunciou a demissão na noite de domingo, no Estádio Nilton Santos, e surpreendeu o treinador, que até então contava com respaldo público da diretoria.
Internamente, o discurso até o clássico era de manutenção do trabalho. Pedrinho e o diretor executivo Admar Lopes reconheciam falhas, mas defendiam paciência, especialmente pela necessidade de dar mais tempo para a adaptação dos reforços e consolidação da proposta de jogo. Admirador declarado de Diniz, o presidente acreditava que o projeto precisava de continuidade.

Nos bastidores, porém, a pressão crescia. Parte da cúpula e conselheiros defendia a troca no comando há semanas, amparada pelos números e pelo desempenho em campo. Em 11 partidas na temporada 2026, o Vasco somou apenas três vitórias. A atuação no clássico — quando a equipe pouco produziu mesmo com um jogador a mais desde os 18 minutos do segundo tempo — aumentou o desgaste e tornou o cenário insustentável.
A decisão foi comunicada no vestiário, minutos após o apito final. Em conversa direta com Diniz, Pedrinho argumentou que o trabalho não apresentava evolução e que a mudança era necessária. Ainda na noite de domingo, dirigentes e integrantes do departamento de futebol se reuniram para discutir perfis e possíveis substitutos. A intenção é agir rapidamente, embora não haja prazo oficial para o anúncio.
Copa do Brasil deu fôlego, mas não sustentou trabalho
O vice-campeonato da Copa do Brasil havia garantido sobrevida ao treinador. Mesmo com a reta final irregular no Brasileirão de 2025 — sete derrotas nas últimas oito rodadas —, a classificação à final do mata-mata nacional amenizou a pressão naquele momento.
O início de 2026, entretanto, reacendeu as críticas. A torcida passou a manifestar insatisfação ainda nas primeiras rodadas como mandante, com vaias e cobranças em São Januário. No Nilton Santos, após a derrota para o Fluminense, os protestos se repetiram.
Com o ambiente interno deteriorado e a pressão política crescente, Pedrinho optou por interromper o ciclo. Até a definição do novo treinador, o auxiliar permanente Bruno Lazaroni assume interinamente. O próximo compromisso será diante do Santos, pelo Campeonato Brasileiro, já sob novo comando técnico provisório.






















