O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) cobrou do governo de Mato Grosso explicações sobre a aplicação de R$ 448,5 milhões em um fundo de investimentos vinculado à concessão da BR-163/364, após a gestora responsável ser alvo de investigação da Polícia Federal e sofrer liquidação pelo Banco Central. A cobrança foi feita no plenário da Assembleia Legislativa (AL) nesta quarta-feira (18.03).
Como exmplica o parlamentar, os recursos foram aplicados em 2023 por meio da MT Participações e Projetos (MT Par), com o objetivo de viabilizar a nova concessão da rodovia e quitar dívidas da antiga concessionária. O contrato foi assumido pelo governo estadual após a transferência da gestão no primeiro semestre do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Cabral afirmou que a duplicação da BR-163 avançou após a mudança, com financiamento de R$ 5,9 bilhões do BNDES, mas destacou preocupações sobre a gestão dos recursos públicos destinados ao projeto. A gestora do fundo, a Reag Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, é citada em investigações da Polícia Federal sobre fraudes envolvendo o Banco Master e suspeitas de operações de lavagem de dinheiro associadas ao PCC. A empresa foi liquidada pelo Banco Central em janeiro de 2026.
Lúdio protocolou um requerimento pedindo informações ao governo estadual e à MT Par. Entre os questionamentos estão o destino dos recursos aplicados, as medidas adotadas após a liquidação da gestora, eventuais mudanças na administração do fundo e os critérios utilizados. O parlamentar também solicitou detalhamento das movimentações financeiras, contratos firmados e ativos adquiridos.
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