Pesquisar
Close this search box.
DENÚNCIA DE PACIENTE

Abilio não quis investigar venda de Mounjaro no SUS em Cuiabá; veja vídeo

Abilio disse, em coletiva com jornalistas, que houve investigação sobre o caso. Mas ele foi desmentido pela denunciante.

Publicidade

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), rejeitou registrar boletim de ocorrência e negou investigar a venda do medicamento Mounjaro pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Cuiabá. O fato foi denunciado por uma paciente de Cuiabá, Viviane Siqueira, durante coletiva de imprensa na última quarta-feira (25.03).

Em coletiva com jornalistas, Abilio afirmou que houve “investigação” sobre o caso. No entanto, vídeo obtido pela reportagem e despacho da própria Ouvidoria da unidade de saúde onde teria ocorrido a tentativa de venda de Mounjaro mostram que, na verdade, a denúncia sequer foi aceita pela Prefeitura.

Vídeo obtido pela reportagem do PNB Online mostra que a denunciante recebeu ligação de um assessor do prefeito de Cuiabá. Na ligação, o assessor afirma que o prefeito não pode acompanhar a denunciante por conta de outros compromissos na agenda. A mulher também relatou à reportagem do PNB Online que tentou fazer denúncia na Ouvidoria e encontrou o local fechado.

Com receio de represálias e de ser atacada, Viviane entregou o nome e o telefone da médica que havia lhe oferecido Mounjaro na Unidade de Pronto Atendimento do Leblon para a assessoria do prefeito e, em seguida, realizou denúncia na Ouvidoria da UPA.

“Eu estou sendo ridicularizada pelo prefeito nas redes sociais. Tenho uma filha autista que estuda em uma escola pública e as crianças estão me chamando de mentirosa para a minha filha, sendo que o que eu denunciei é verdade, eu vi o que aconteceu comigo e mais gente sabe que isso acontece. Estou sendo perseguida e atacada. No Brasil é assim, o pobre que denuncia é que passa a ser alvo”, disse Viviane em conversa com o PNB Online.

Leia Também:  PL acredita que eleitor de Mato Grosso vai engolir bem, sem reagir, a relação entre Flávio e Vorcaro

A denunciante conta que a Ouvidoria da UPA respondeu negando investigar o caso. Em mensagem encaminhada via WhatsApp, a chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Saúde, Paula Sentchuk, afirmou que não é responsabilidade da Prefeitura investigar o caso.

“No que se refere especificamente à conduta clínica da médica e à recomendação do medicamento citado (Mounjaro), esclarecemos que este setor administrativo não possui competência técnica para avaliar ou intervir no ato médico”, disse mensagem enviada pela chefe de Gabinete da SMS, Paula Viana Sentchuk. A mensagem prossegue encaminhando a denunciante para a Ouvidoria do SUS.

O prefeito disse à imprensa que a paciente não identificou o nome da médica. No entanto, segundo Viviane Siqueira, o nome e o telefone da médica – o mesmo que a paciente recebeu quando o Mounjaro foi oferecido, foi entregue para a chefe de gabinete da SMS. Apesar disso, nada foi feito.

“Isso daí foi tudo articulado. Eu fiz a denúncia, eu mandei os dados, mas nada foi feito. No final das contas, eu fiquei como a errada por ter denunciado algo grave”, relatou Viviane.

Leia Também:  Carlos Fávaro acompanha ministro em entrega de trecho da BR-158

Outro lado

A reportagem do PNB Online procurou a assessoria de imprensa da Prefeitura de Cuiabá, que enviou resposta após a publicação da reportagem. Na nota, a prefeitura afirma que a denúncia foi enviada para “adoção de medidas administrativas cabíveis” e disse que o caso está em investigação.

ESCLARECIMENTO

A Prefeitura de Cuiabá esclarece que não procede a informação de que houve recusa em investigar denúncia relacionada à suposta venda do medicamento Mounjaro na capital. Assim que o relato foi recebido pela Ouvidoria da UPA Leblon, a manifestação foi imediatamente encaminhada à Secretaria Adjunta de Atenção Secundária, responsável pela gestão das Unidades de Pronto Atendimento, para conhecimento e adoção das medidas administrativas cabíveis.

O Município reforça que o caso está, sim, em investigação e se coloca à disposição para acompanhar a denunciante até a delegacia para formalização do boletim de ocorrência, caso haja interesse, assegurando o suporte necessário para o devido encaminhamento do caso.

Questões relacionadas à conduta clínica e à prescrição de medicamentos são de competência técnica e ética dos órgãos reguladores da categoria médica, não cabendo à gestão administrativa interferir diretamente no ato médico. Ainda assim, todos os relatos recebidos são tratados com seriedade e encaminhados para apuração dentro dos limites legais de atuação.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

Publicidade

Publicidade

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com o Deputado Estadual Wilson Santos

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com Valdinei Mauro de Souza