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PREFEITURA DE CUIABÁ

CRO-MT lidera mobilização contra corte de insalubridade para cirurgiões-dentistas da rede pública de Cuiabá

Redução de adicional de 40% para 20% mobiliza categoria, que aponta riscos à saúde e impacto direto nos salários.

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(Foto: Assessoria)

Cirurgiões-dentistas da rede pública de Cuiabá iniciaram uma mobilização contra a redução do adicional de insalubridade, que caiu de 40% para 20%. A cobrança foi formalizada pelo Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso (CRO-MT) e pelo Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso (Sinodonto), que enviaram ofício ao prefeito Abílio Brunini (PL) pedindo a revisão da medida.

A discussão ganhou força após reunião realizada na quarta-feira (1º), na sede do CRO-MT, com a participação de cerca de 70 profissionais da rede municipal. No encontro, dentistas relataram impacto direto nos salários e destacaram a exposição contínua a agentes químicos, físicos e biológicos no atendimento pelo SUS.

Segundo a presidente do CRO-MT, Wânia Dantas, a redução desconsidera os riscos da atividade. “Temos colegas que foram infectados com hanseníase. O risco aos agentes químicos, físicos e biológicos são muito grandes. Dentistas estão expostos a todo momento a gotículas, aerossóis de saliva, de sangue e foi diminuído de 40% para 20% simplesmente, impactando diretamente o salário. A cada mês, o servidor se depara com uma surpresa no holerite”, afirmou.

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A articulação avançou nesta quinta-feira (2), em reunião com a deputada estadual Janaína Riva e a vice-prefeita de Cuiabá, coronel Vânia Rosa. A parlamentar disse que a redução ocorre em um cenário de aumento de doenças infecciosas e criticou a mudança. Para ela, a medida traz instabilidade financeira aos servidores e deve ser revista com sensibilidade pelo Executivo.

A vice-prefeita declarou apoio à categoria e afirmou que vai encaminhar a demanda ao prefeito. Segundo ela, a gestão deve abrir diálogo para tratar da situação dos profissionais da saúde bucal.

Como parte da mobilização, o CRO-MT anexou ao ofício um laudo técnico que aponta que os dentistas da rede pública trabalham em condições insalubres de forma permanente. O documento descreve exposição frequente a saliva, sangue, secreções e aerossóis, além do uso de instrumentos perfurocortantes, o que eleva o risco de contaminação por doenças como hanseníase, tuberculose e influenza.

O estudo sustenta que, mesmo com medidas de biossegurança, os riscos não são eliminados, apenas reduzidos. Por isso, conclui que não houve mudança nas condições de trabalho que justifique a diminuição do adicional, defendendo a manutenção do percentual de 40% como compensação pelos riscos ocupacionais.

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