Vereadores do município de Barra do Garças (a 515 km de Cuiabá) demonstraram insatisfação com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que esteve na cidade recentemente para um evento público e acabou desmarcando um encontro que teria com os parlamentares. O cancelamento do encontro foi recebido com insatisfação pelos vereadores locais.
“Pivetta morreu para uma boa parte dos vereadores daqui de Barra do Garças. Só se Jesus Cristo voltar aqui e pedir para eu apoiar o Pivetta”, disse o vereador Adilson Tavares, em um encontro com a deputada estadual Janaína Riva (MDB). Tavares disse à deputada que pelo menos 11 vereadores da cidade prestam apoio à candidatura dela ao Senado Federal nas eleições deste ano. “Só existe um jeito de, pelo menos, 11 vereadores deixarem de te acompanhar. É se você for vice do Pivetta. Então, eu gostaria de pedir para você que analisasse muito bem isso aí, porque seria muito ruim para nós perder uma senadora e te ver perder eleição de vice-governadora”, completou Tavares.
Em entrevista ao PNB Online, Adilson Tavares disse que a situação provocada por Pivetta e sua assessoria foi “desagradável”. Ele conta que havia uma agenda marcada para as 8h30 com o governador na Câmara Municipal de Barra do Garças. Além dos parlamentares, a imprensa e alunos da Apae aguardavam por Pivetta na Câmara. “A agenda dizia que, do aeroporto, Pivetta iria para a Câmara se reunir com os 15 vereadores e depois iríamos acompanha a inauguração da nova cadeia pública. Por volta de 9h30 ligamos pra assessoria dele pra saber se ia demorar a chegar. Foi aí que descobrimos que eles estavam já na cadeia pública fazendo a inauguração sem os vereadores que o aguardavam na Câmara”, lembrou o vereador. Com a informação do cancelamento da agenda, os parlamentares ficaram desapontados.
“Entendemos isso como uma falta de respeito e consideração com o Legislativo da nossa cidade, tendo em vista que somos os representantes do povo. Após alguns minutos recebemos mensagens e telefonemas do poder Executivo convidando os vereadores pra irem para o gabinete do prefeito, que o governador iria pra lá nos atender. Decidimos não ir ao encontro dele, com exceção de 3 vereadores que optaram por ir. Resultado é que por volta de 11 vereadores retiraram o apoio político a ele por entendermos que fomos desvalorizados, minimizados. Agora buscaremos novos caminhos com autoridades que consigam entender o valor de um vereador, que é a autoridade mais próxima da população”, completou Tavares.
























