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ARTIGO

O Pantanal no tempo das migratórias

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Aqui no Pantanal Norte, a gente percebe claramente quando as aves migratórias chegam. É como se o território ganhasse outra dinâmica, principalmente no período da seca. A paisagem muda, o comportamento dos animais muda e até a forma como a gente observa o Pantanal passa a ser diferente.

Nesse período, várias espécies encontram no Pantanal um ponto importante da viagem. A gente pode observar aves como o talha-mar, o colhereiro, a águia-pescadora, entre outras que aparecem em determinadas épocas do ano. Muitas usam as praias do Rio Cuiabá para descansar, se alimentar e seguir viagem. Outras aproveitam a região como área de reprodução.

A Reserva Particular do Patrimônio Natural, RPPN Sesc Pantanal, faz a diferença nesse cenário. Por ser uma área conservada, oferece abrigo, alimento e é um lugar onde elas encontram condições importantes para continuar seu ciclo de vida. Isso mostra o valor da Reserva para a conservação da biodiversidade. Um trabalho que tem reconhecimento internacional.

Neste ano, o Sesc Pantanal participou da COP15, conferência da ONU sobre espécies migratórias, levando sua experiência para o debate global. Na ocasião, foi destacado que a RPPN já registrou 99 espécies de aves migratórias, número que reforça a importância do lugar dentro das rotas que ligam diferentes países.

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O ecoturismo entra nesse contexto quase que naturalmente. A presença das aves migratórias atrai turistas de várias regiões do Brasil e do exterior, todos em busca desse momento único. Isso fortalece o Pantanal como um destino importante para a observação de aves e amplia a visibilidade da região no cenário global.

No dia a dia, eu vejo isso acontecer de perto. No olhar dos turistas que participam dos passeios, dá para perceber o quanto a presença das aves torna a experiência mais rica e marcante. Muitas vezes, é esse contato que desperta o interesse em conhecer melhor o Pantanal, entender suas dinâmicas e valorizar ainda mais a natureza.

Para nós, guias de turismo, isso também traz uma responsabilidade maior. É preciso estar em constante aprendizado para compartilhar informações corretas e incentivar o despertar da consciência ambiental. Cada passeio vira também um momento de troca, onde a gente não só apresenta o Pantanal, mas também ajuda a construir um olhar mais atento sobre a importância da conservação.

As aves migratórias têm um papel fundamental nesse equilíbrio. Elas ajudam a manter o funcionamento dos ecossistemas, atuam como indicadoras da qualidade ambiental e ainda fazem essa ligação entre diferentes regiões do planeta. Além disso, também fazem parte da cadeia alimentar, contribuindo para o sustento de outras espécies.

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Proteger essas aves e suas rotas é essencial para garantir que todo esse ciclo continue acontecendo. No fim, quem ganha é o Pantanal como um todo: a natureza, as pessoas que vivem aqui e quem vem de fora para conhecer e se encantar com tudo isso.

Antônio Coelho da Silva é monitor ambiental no Hotel Sesc Porto Cercado.

* A opinião do articulista não reflete necessariamente a opinião do PNB Online

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