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ACIMA DA MÉDIA NACIONAL

Vendas do varejo crescem 8,6% e consolidam retomada da economia em MT

O comércio mato-grossense teve um início de ano em ritmo acelerado e muito acima da média nacional.

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Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que as vendas do varejo ampliado em Mato Grosso cresceram 8,6% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. No Brasil, a alta registrada foi de 1,9%.

Os números confirmam a retomada do dinamismo econômico do estado após um período de desaceleração observado ao longo de 2024. Desde o início de 2025, os indicadores mostram recuperação gradual da atividade econômica, especialmente no comércio, serviços e indústria.

Para o presidente da FCDL Mato Grosso, David Pintor, o desempenho positivo demonstra a força do setor produtivo e a capacidade de reação da economia mato-grossense. “Os números mostram que Mato Grosso continua se destacando nacionalmente pela força do comércio e pela capacidade de geração de empregos. O varejo voltou a ganhar fôlego, impulsionado pela confiança do consumidor, pela retomada da atividade econômica e pelo empenho dos empresários que seguem investindo e acreditando no crescimento do estado”, destacou David Pintor.

Além do varejo ampliado, o comércio varejista também apresentou resultado positivo, com crescimento de 1,8% no trimestre. No acumulado de 12 meses, as vendas do setor avançaram 6,7%, reforçando a consolidação da recuperação econômica local.

Serviços e indústria avançam acima da média nacional

O setor de serviços registrou crescimento ainda mais expressivo em Mato Grosso. Segundo o IBGE, o volume de serviços prestados aumentou 10,8% no acumulado do primeiro trimestre de 2026, enquanto a média nacional ficou em 2,3%.

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Na indústria, a produção industrial do estado avançou 5,3% no período, superando novamente o desempenho nacional, que foi de 1,3%. Apenas no mês de março, o crescimento industrial foi de 3,6% em relação ao mês anterior.

De acordo com David Pintor, o cenário reforça a diversificação econômica do estado. “Mato Grosso demonstra equilíbrio entre os diferentes setores da economia. Comércio, serviços e indústria seguem crescendo e contribuindo para a geração de emprego e renda. Isso fortalece o ambiente de negócios e cria perspectivas positivas para os próximos meses”, afirmou.

Mercado de trabalho mantém saldo positivo no trimestre

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que Mato Grosso encerrou março com saldo negativo de 1.716 vagas formais, indicando que as demissões superaram as admissões no mês.

Apesar disso, o saldo acumulado do primeiro trimestre permaneceu positivo e expressivo, com a criação de 22.106 empregos formais no estado.

O setor de serviços liderou a geração de vagas, com saldo de 9.444 postos de trabalho, seguido pela agropecuária (4.051) e construção civil (3.857). No comércio, foram criadas 2.015 vagas formais no período.

O número total de empregos formais em Mato Grosso cresceu 2,3% entre março de 2026 e dezembro de 2025, percentual superior à média nacional, de 1,3%.

Exportações crescem mais de 27% em 2026

Outro destaque da economia mato-grossense foi o desempenho das exportações. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que o estado exportou US$ 11,7 bilhões entre janeiro e abril de 2026, crescimento de 27,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

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A soja permaneceu como principal produto exportado, representando 52,4% da pauta exportadora estadual. Na sequência aparecem carne bovina (13%) e algodão (10,9%).

A China segue como principal destino das exportações de Mato Grosso, concentrando 42,8% do total comercializado pelo estado no mercado internacional.

Crédito desacelera e inadimplência exige atenção

Apesar dos indicadores positivos, especialistas alertam para fatores que podem influenciar o desempenho econômico nos próximos meses. Dados do Banco Central apontam desaceleração no ritmo de crescimento das operações de crédito.

O saldo de crédito para pessoas físicas em Mato Grosso chegou a R$ 179,1 bilhões em março de 2026, com crescimento de 7,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o crédito empresarial avançou 3,1%.

A inadimplência bancária também segue em alta. No segmento de pessoas físicas, o índice de atrasos superiores a 90 dias foi estimado em 6,2%.

Segundo David Pintor, o cenário exige cautela e planejamento. “Apesar do momento positivo da economia, é importante acompanhar de perto os índices de inadimplência e o comportamento do crédito. O equilíbrio financeiro das famílias e das empresas será fundamental para mantermos esse ritmo de crescimento sustentável ao longo de 2026”, concluiu.

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