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ATLAS DA VIOLÊNCIA

Taxa de homicídios de jovens em Mato Grosso supera média nacional

Estado registra 57,2 mortes por 100 mil jovens em 2024 e aparece entre os piores índices do Brasil, com aumento recente em faixas etárias mais novas.

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Mato Grosso é o estado com a 7ª maior taxa de homicídios de jovens no Brasil, segundo dados do Atlas da Violência divulgados nesta terça-feira (26.05) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Em 2024, o estado registrou 57,2 mortes por 100 mil habitantes entre 15 e 29 anos, índice bem acima da média nacional, de 42,2.

No ranking nacional, Mato Grosso aparece entre as unidades da federação com maiores taxas, atrás de estados como Bahia (101,8), Pernambuco (84,6) e Ceará (77,6). O número coloca o estado no grupo mais crítico em termos de violência letal contra jovens.

Os dados também indicam piora recente em algumas faixas etárias. Entre adolescentes de 15 a 19 anos, a taxa de homicídios em Mato Grosso saltou de 37,9 em 2023 para 56,3 em 2024, uma alta de 48,5% em apenas um ano. Na comparação com 2019, o aumento é de 50,5%.

Já entre jovens de 15 a 29 anos, o crescimento foi mais moderado no último ano, de 4,4%, mas ainda assim mantém uma tendência de alta desde 2019, quando a taxa era de 48,9. Em 2024, chegou a 57,2. Apesar disso, no recorte de uma década, houve queda de 26%.

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O cenário é ainda mais grave entre homens jovens. Em Mato Grosso, a taxa de homicídios para esse grupo atingiu 110 por 100 mil habitantes em 2024, com aumento de 6,8% em relação ao ano anterior e de 54,5% na comparação com 2019.

O Atlas mostra que a violência letal atinge de forma desproporcional a juventude, especialmente homens. No Brasil, jovens representam 46,5% das vítimas de homicídio. Em 2024, foram 19.801 mortes nessa faixa etária, o equivalente a cerca de 54 por dia.

Segundo os autores do levantamento, o impacto vai além das perdas humanas e afeta diretamente o desenvolvimento social e econômico. “Essa perda silenciosa de capital humano impacta famílias, redes de apoio e a coesão social, especialmente em territórios vulneráveis, aprofundando ciclos de pobreza e exclusão. Economicamente, a perda é irreversível, pois atinge a fase de consolidação do potencial produtivo, representando anos de investimento sem retorno”, apontam os autores.

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