O empresário do agronegócio, Eraí Maggi, trouxe uma colaboração original para o debate eleitoral. Jayme Campos (União) não precisa de cargo para ter espaço político no grupo de Otaviano Pivetta (Republicanos) e para ajudar Mato Grosso. Essa é uma lógica que também tem o mesmo valor aplicada ao inverso: Otaviano Pivetta não precisa de cargo para ter espaço político no grupo de Jayme Campos e para ajudar Mato Grosso. “Eu trabalho, não tenho nada de cargo, sempre estou ajudando, fazendo estrada, fazendo alguma coisa. Não é só cargo político que precisa, tem espaço para todo mundo trabalhar”, afirmou Eraí, usando-o como exemplo ao formular a sua ideia de mão dupla.
Eraí Maggi, em óbvio, tem todo o direito de dar a sua opinião sobre as eleições em Mato Grosso, inclusive até para dizer que a eleição já está decidida a favor de Otaviano Pivetta, o seu candidato a governador. Mas certamente Eraí deve entender que há um enorme fosso entre seus desejos e a vontade do eleitor de Mato Grosso. O eleitor certamente não se acha dentro do jogo já decidido pelos poderosos.
A jornalista Giovanna Bitencourt, do site Olhar Direto, registrou as declarações de Eraí Maggi dando conta de que a eleição de Pivetta é dada como favas contadas. Quem conhece o perfil do empresário do agro sabe que não é uma opinião arrogante, montada na arrogância, ao contrário, é própria do seu jeitão de falar as coisas exatamente como pensa, sem filtros, sincerão.
A melhor parte da entrevista é onde Eraí diz que o senador Jayme Campos (União), candidatíssimo ao governo, tem espaço no grupo, mas “sem cargo”. Ou seja, Jayme tem espaço, desde que não enfrente Pivetta nas urnas. E, de modo singelo, dá o seu próprio exemplo: “eu trabalho e não tenho cargo”. Por esta lógica empresarial, Jayme não precisa de cargo para trabalhar pelo grupo político de Pivetta. Lógica que Jayme pode também usar a seu favor: Otaviano Pivetta terá espaço no grupo para ajudar Jayme Campos a governar Mato Grosso sem precisar ocupar qualquer cargo.
























