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Taxa de analfabetismo em MT cai para 3,5% e atinge menor nível da série histórica

Estado reduziu em 46 mil o número de pessoas que não sabem ler e escrever desde 2016, mas desigualdades entre grupos raciais e de gênero ainda permanecem

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(Foto: Agência Brasil)

A taxa de analfabetismo entre pessoas de 15 anos ou mais caiu para 3,5% em Mato Grosso em 2025, o menor índice registrado na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (19.06) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado coloca o estado abaixo da média brasileira, que encerrou o ano em 4,9%, e consolida uma trajetória de redução iniciada na última década. Em 2016, o percentual de mato-grossenses que não sabiam ler e escrever era de 5,9%.

Em números absolutos, o avanço representa a redução de 148 mil para 102 mil pessoas analfabetas no período, uma queda de 46 mil habitantes. A maior redução ocorreu após 2022, quando o índice estadual caiu de 4,9% para os atuais 3,5%.

O desempenho de Mato Grosso acompanha a tendência do Centro-Oeste, região que registrou taxa média de analfabetismo de 3,3% em 2025. O estado empatou com Goiás (3,5%) e ficou abaixo de Mato Grosso do Sul (3,9%), mas ainda atrás do Distrito Federal, que apresentou a menor taxa regional, com 2%.

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No país, o Brasil também alcançou o menor nível da série histórica, com 4,9% da população de 15 anos ou mais sem saber ler e escrever. Apesar da queda nos últimos anos, o analfabetismo continua concentrado principalmente no Nordeste, que registrou 10,6% em 2025.

Os dados também mostram que o perfil do analfabetismo em Mato Grosso segue marcado por desigualdades. As mulheres são maioria entre as pessoas que não sabem ler e escrever: são 54 mil mulheres nessa condição, contra 48 mil homens.

O recorte racial evidencia uma diferença ainda maior. Das 102 mil pessoas analfabetas no estado em 2025, cerca de 77 mil são pretas ou pardas, o equivalente a aproximadamente três quartos do total. Entre pessoas brancas, o número ficou em 24 mil.

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