Pesquisar
Close this search box.
ARTIGO

Tudo pelo poder

Publicidade

Com a seleção brasileira despachada antes do tempo e o “sonho do hexa”, pela sexta vez, desfeito, voltamos as atenções para outubro. Pelos noticiários, a situação não anda nada boa para o candidato a presidente do clã Bolsonaro. Tipo “a batata tá assando”. Apesar das antigas acusações, como “rachadinha”, loja de chocolate cujas vendas caíam durante a Páscoa, envolvimento com milicianos e, mais recentemente, o incerto destino de um certo dinheiro “doado” por Vorcaro, insiste em suas patacoadas.

Na semana passada, esteve numa audiência nos EUA, não diria mequetrefe como o filme dedicado ao pai, mas nada decisória e nem “uma espécie de tribunal”, como afirmou em vídeo publicado em suas redes sociais. Segundo o correspondente internacional Jamil Chade, o tal “tribunal” não passa de um simples canal técnico, onde sociedade civil e empresas expõem suas opiniões sobre um tema. Apenas isso. “Assuntos entre governos são tratados pela diplomacia”.

Mesmo assim, noticiaram os jornais, o candidato da extrema-direita usou seu tempo disponível (menos de cinco minutos), não para questionar o tarifaço ou a ingerência norte-americana sobre o pix brasileiro, mas para pedir o adiamento das medidas, porque neste momento o beneficiado seria seu oponente, Lula, por ele acusado na semana anterior de ser o culpado de toda essa situação, por causa do “tom agressivo” contra os EUA. Não só pediu o adiamento, como afirmou: “Posso dizer que há uma grande chance de o Brasil ter um presidente que não seja antiamericano”.

Leia Também:  Mais do que uma vaga: um avanço institucional para a Justiça Eleitoral

A audiência não permitia a entrada de jornalistas ou câmeras. Quebrando as regras, sua assessoria publicou fotos de sua presença. Mas não combinou com o irmão, “apagando-o”, sugerindo sua ausência. Mas estava. E comprovou em suas redes.

É bom registrar que a performance bolsonarista não agradou em nada os representantes da indústria brasileira, que foram lá debater o tema tecnicamente, conforme os preceitos da audiência. Diz Jamil Chade: uns reclamaram “não é aqui, esse sistema não é para isso”, enquanto outros lamentaram: “Meu Deus, vamos ter problemas, porque ele vai politizar tudo isso”.

Pelo visto, nem mesmo possíveis apoiadores estão gostando desta forma de, a qualquer custo, se conquistar o apoio norte-americano para uma eleição, incluindo pedido de interferência. Também aqui no Brasil, os apoios a Flávio Bolsonaro vão se reduzindo. Especialmente, depois de tanto ser “pego no pulo” e obrigado a reconhecer o que antes dizia ser mentira e ver sua popularidade cair nas pesquisas de opinião pública.

“A candidatura de Flávio Bolsonaro está chegando ao ponto de se tornar inviável. Está ficando cada vez mais difícil encontrar gente do seu núcleo político que não tenha uma nuvem de suspeita sobre si”, disse João Filho, do Intercept Brasil, veículo onde começou seu atual calvário, com a publicação da Vaza Flávio. Oxalá!

Leia Também:  O respeito à identidade mato-grossense nos une

Jairo Pitolé Sant’Ana é jornalista

* A opinião do articulista não reflete necessariamente a opinião do PNB Online

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

Publicidade

Publicidade

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com o Deputado Estadual Wilson Santos

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com Valdinei Mauro de Souza