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Pedro Taques rebate Mauro Mendes: “Se eu tivesse poder na PF, você já estava preso”

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O ex-governador Pedro Taques (PSB) rebateu declarações recentes do também ex-gestor do Estado de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), segundo o qual a Operação Heritage, conduzida pela Polícia Federal, por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, teria sido realizada por pressão de Taques e outros adversários políticos de Mendes, como Janaina Riva (MDB) e Jayme Campos (União)

Durante a gravação, Taques exibiu trechos de um pronunciamento de Mauro Mendes, no qual o governador defende as ações do Estado. “Eu não fiz e tenho certeza que o Estado de Mato Grosso, através da nossa Procuradoria, não fez nada de errado e ilegal”, afirma Mendes no trecho reproduzido.

No vídeo, Mendes também acusa Taques de usar sua antiga experiência no Ministério Público Federal para influenciar as investigações. “O Pedro Taques já foi membro do Ministério Público Federal e usou da sua experiência em relacionamento para que com essas mentiras e malandragem processuais pudesse induzir as autoridades a abrir essa investigação”, acusou o governador.

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A resposta de Taques veio de forma irônica e contundente ao final do vídeo: “Se eu tivesse esse poder que você diz, de mandar na Polícia Federal, mandar na Procuradoria Geral da República do Sul, mandar no Supremo Tribunal Federal, você já estaria preso”.

Taques contesta a declaração imediatamente, argumentando que, embora a Procuradoria como instituição não cometa crimes, as pessoas por trás das ações sim. “Quem comete crime são pessoas. [As pessoas] que fizeram esse acordo fraudulento estão todos citados na Polícia Federal e na citada decisão do ministro Flávio Dino. Estão investigados também junto com você”, disparou o ex-governador.

Outro ponto de embate no vídeo diz respeito aos fundos que receberam recursos investigados. No trecho de sua defesa, Mauro Mendes assegura: “Os fundos que receberam esse recurso não têm nenhuma relação comigo ou com qualquer membro da minha família”.

Taques classifica a afirmação como “mais uma mentira” e explica a origem do nome da investigação policial para contrapor o governador. “O nome da operação é Heritage. Heritage vem de hereditário, de herança. Mauro, um dos fundos recebe o nome de Heritage. É o mesmo nome da operação e este fundo está em nome dos seus filhos”, apontou.

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