O senador e candidato à reeleição Carlos Fávaro (PSD) comemorou a decisão do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) de editar medida provisória para proibir o funcionamento de casas de apostas digitais, conhecidas como “Bets”, em todo o país. Fávaro é o autor de um projeto de lei que tramita no Congresso Nacional com o mesmo objetivo. “O fim das Bets vai acabar com um pesadelo das famílias brasileiras. Esse jogo de azar toma o dinheiro de quem trabalha, adoece jovens e destrói lares”, afirmou.

Uma medida provisória é um ato com força de lei emitido pelo presidente da República. Ela tem validade por 120 dias. O texto, obrigatoriamente, precisa ser validado pelo Congresso nesse período. Caso isso não ocorra, ela caduca automaticamente, isto é, perde o seu efeito. “Vou votar para acabar, de uma vez, com as bets no Brasil. Essa é uma luta que já comecei e que vou levar até o fim”, concluiu o senador.
Vale lembrar que senador Carlos Fávaro apresentou no Senado Federal, no último dia 12, um projeto de lei para eliminar no Brasil a febre de empresas de apostas digitais. O projeto propõe proibir a exploração, operação, oferta, divulgação, promoção, publicidade, patrocínio e intermediação de apostas de jogos de azar digitais, as chamadas Bets.
A iniciativa de Carlos Fávaro atende uma reivindicação da população brasileira, especialmente de Mato Grosso, para pôr um fim à jogatina de azar no mundo digital. Milhares de pais vivem este drama em suas famílias. Segundo a Frente Parlamentar Mista de Educação, pesquisa revela que quase 10% dos alunos do ensino Básico iniciaram nos jogos online com 11 anos de idade. Nos depoimentos coletados por Carlos Fávaro em Mato Grosso, os pais revelam os problemas causados pelo vicio nos jogos digitais na formação dos jovens e na desintegração familiar.
Para Fávaro, é preciso reunir em torno desta proposta os senadores comprometidos com a população brasileira. Sabe também Fávaro que candidatos em todo o Brasil, inclusive em de Mato Grosso, ligados à Flávio Bolsonaro não querem o fim das Bets e não estão preocupados com o que acontece com o povo brasileiro.
A preocupação de Fávaro e de muitos pais é que eles sabem que os jovens são as principais vítimas da jogatina de azar. Segundo informou a Agência Senado, os dados do Ministério da Saúde mostram que de cada 10 jovens, um participa das apostas. E quanto mais vulnerável é o apostador, em termos sociais, financeiros e maior é a chance de adquirir o que é chamado de transtorno de jogo.
Segundo registrou a Agência Senado, em uma audiência pública sobre os jogos de azar, a Coordenadora do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, Gabriella de Andrade Boska, disse aos senadores que dos 25 milhões de apostadores em 2025, 4,4% já sofrem de transtorno de jogo. O próprio senador Fávaro documentou inúmeros depoimentos sobre o sofrimento de muitas famílias mato-grossenses diante de apostas perdidas de familiares.
Segundo levantamento feito pelo senador Fávaro, os secretários de Fazenda e Finanças dos estados brasileiros e Distrito Federal estimam que as apostas digitais retiram das rendas das famílias cerca de 65 bilhões de reais. Isso provoca, segundo a coordenadora, não só o envolvimento do jogador, mas também de seis outras pessoas que vivem próximas a este apostador. Por conta do endividamento das famílias, aumenta os riscos de suicídio e violência doméstica.
Para se ter uma ideia da gravidade do vício em jogos digitais para os jovens, Fávaro ouviu mães desesperadas porque os filhos apostaram seus salários, perderam, e não há na família recursos para o aluguel. Também ouviu esposas que perderam os casamentos porque os maridos escondiam que jogavam. Como todo vício, entrar é fácil, sair é muito difícil, especialmente para as crianças e jovens.




















