A Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada em Mato Grosso, pode provocar a alteração em chapas nas disputas eleitorais no Estado. A operação investiga o acordo sigiloso que levou o Governo de Mato Grosso a pagar R$ 308 milhões à empresa de telefonia Oi. E um dos afetados nesse processo pode ser uma pessoa que nem é citada na investigação: o candidato a governador Otaviano Pivetta.
Pivetta tem como candidato a vice-governador em sua chapa o deputado federal Fábio Garcia (União), que aparece na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que expediu mandados de busca e apreensão na Operação Heritage. Fabio Garcia nega qualquer envolvimento no caso. No entanto, sua participação na chapa traz a reboque questionamentos a Pivetta sobre o envolvimento de um aliado nas investigações.
Outro problema é que a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, determina que os investigados não podem se comunicar entre si. Assim, estariam impedidos de ocupar o mesmo palanque o candidato ao Senado Mauro Mendes (União) e o candidato a vice-governador Fábio Garcia.
No Palácio Paiaguás, sede do Governo, a tensão nas últimas horas é para definir se Fábio Garcia continua ou não no cargo de candidato a vice. Além disso, outro problema surge na mesa de Otaviano Pivetta: se mantém ou não Mauro Carvalho na Casa Civil. O secretário também é citado na decisão que resultou na Operação Heritage.






















