O senador Carlos Fávaro (PSD) criticou o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) após declarações do parlamentar questionando a mistura de etanol na gasolina. Segundo Fávaro, as falas do adversário representam um “ataque ao agronegócio brasileiro” e ao setor de biocombustíveis.
Fávaro rebateu a afirmação de que a elevação do percentual de etanol prejudicaria o desempenho dos motores automotivos. Ele citou testes do Instituto Mauá, que aprovaram a mistura de 32% sem causar danos à qualidade ou ao funcionamento dos veículos.
O senador defendeu a utilização do etanol como medida estratégica para conter a inflação, garantir combustíveis mais baratos ao consumidor, reduzir a emissão de poluentes e diminuir a dependência brasileira de combustíveis fósseis, especialmente em cenários de conflitos internacionais no Oriente Médio.
Fávaro destacou ainda o papel de Mato Grosso como o maior produtor de etanol de milho do país, classificando a indústria local de biocombustíveis como uma “Petrobras do campo”. Na avaliação do parlamentar, críticas ao setor atingem diretamente a economia, os empregos e o desenvolvimento do estado. “Quem ataca os biocombustíveis está jogando contra a nossa economia”, completou.
O senador ressaltou também o posicionamento de seis entidades nacionais do setor que emitiram notas de repúdio contra a proposta de alteração na mistura da gasolina.
Ao final, Fávaro contrapôs as declarações de Flávio Bolsonaro ao trabalho do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que a atual gestão valoriza o setor produtivo rural, a transição energética e a soberania nacional.
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