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El Niño deve atrasar chuvas e aumentar risco de incêndios em MT até novembro

Boletim aponta maior probabilidade de precipitação abaixo da média no estado entre setembro e novembro e alerta para impactos na safra 2026/27

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Figura: Previsão Climática do CENSIPAM para a Amazônia Legal e Pantanal no trimestre setembro, outubro e
novembro de 2026. (a) Precipitação e (b) Temperatura média. Fonte: CENSIPAM

Mato Grosso está entre as áreas do país com maior probabilidade de registrar chuvas abaixo da média entre setembro e novembro deste ano, em meio à intensificação do El Niño. A combinação de estiagem e temperaturas elevadas pode atrasar o início da estação chuvosa, dificultar o plantio da safra 2026/27 e ampliar o risco de incêndios no estado.

A previsão faz parte do terceiro boletim do Painel El Niño 2026-2027, divulgado nesta terça-feira (01.09), e elaborado em conjunto por Inmet, Inpe, ANA, Cemaden, Serviço Geológico do Brasil, Defesa Civil Nacional e Censipam. O documento aponta probabilidade superior a 90% de ocorrência de um El Niño classificado como muito forte no trimestre. Segundo a NOAA, há ainda 69% de chance de o episódio de 2026/27 ser o mais intenso desde 1950.

calor el niño - onda de calor
(Foto: Prefeitura de Cuiabá)

No norte de Mato Grosso, a previsão do Censipam indica chuvas abaixo da média no trimestre. Nas demais áreas da Amazônia Legal e do Pantanal, a tendência é de precipitação dentro da normalidade, mas com temperaturas acima da média. O cenário pode prolongar características típicas da estação seca durante parte da primavera.

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Para a agropecuária, o boletim alerta que a falta de chuva em Mato Grosso pode dificultar o estabelecimento inicial das culturas de verão, aumentar a deficiência hídrica e elevar o risco de incêndios. A expectativa é de melhora da umidade do solo em novembro, embora eventuais períodos de estiagem ainda possam afetar a soja.

O estado também aparece entre as áreas com os níveis mais elevados de risco de fogo. Em julho, cinco municípios mato-grossenses passaram da condição de seca moderada para severa, segundo o índice acompanhado pelo Cemaden. Áreas indígenas de Confresa e Santa Terezinha também tiveram agravamento da seca no período.

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