A favorita para ser escolhida para a promoção ao posto de coronel na Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT) é a tenente-coronel Jussara Cristina Novacki, que passou 7 anos em Brasília, de acordo com informações obtidas pela reportagem do PNB Online.
Durante quatro anos, na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Jussara ocupou cargo no Ministério da Segurança Pública. Com o fim do governo, a tenente-coronel não voltou para Cuiabá e permaneceu no Distrito Federal.
Ela ocupou, nos últimos três anos, o cargo de assessora de relações interinstitucionais, posto que tem como lotação a cidade de Cuiabá, de acordo com informações do Boletim da PMMT.
Jussara faz parte de uma lista de 15 tenentes-coronéis que receberam pontuação suficiente para serem promovidos pelo governador Otaviano Pivetta. Dos 15 nomes, apenas cinco serão escolhidos pelo governador, que disputa a reeleição este ano.
A lista é elaborada pela chamada Comissão de Promoção de Oficiais, comandada pelo chefe da PM, coronel Cláudio Fernando Carneiro Tinoco, e outros quatro oficiais.
Jussara é esposa de Juliano Manzeppi, recém-empossado chefe da Secretaria de Escritório de Representação de Mato Grosso em Brasília (Sermat), órgão criado no governo Mauro Mendes (União) para abrigar aliados políticos. Manzeppi é antigo aliado de Pivetta, tendo sido ex-secretário em Lucas do Rio Verde, onde comandou o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE).
Jussara também tem outras conexões políticas por meio de seu irmão, o advogado Eumar Novacki, que atuou como secretário-chefe da Casa Civil na gestão do ex-governador Blairo Maggi (PP), amigo e aliado de Otaviano Pivetta.
Em julho de 2026, Jussara assumiu um posto considerado “operacional” entre os colegas da PM. A militar passou a comandar a Diretoria da Mulher e Vulneráveis da PMMT em um movimento que deve facilitar sua promoção.
A ideia de coronéis que vão para as ruas e não trabalham somente a partir de conexões políticas é vista com bons olhos dentro da corporação, ainda que os militares próximos da vida político-partidária do estado sejam os que normalmente obtêm maior sucesso.
Outro lado
A reportagem procurou a assessoria da PMMT com questionamentos sobre a razão pela qual a tenente-coronel ocupou cargo com lotação em Cuiabá, mas vivia em Brasília, mas nenhuma resposta foi enviada.
Procurada a tenente-coronel informou que nunca se afastou da PMMT e que prestou serviços à corporação no período em que esteve em Brasília.
“O período em que servi em Brasília não representou afastamento da Corporação. Ao contrário, foi consequência direta do exercício de atribuições públicas e de missões de interesse da Polícia Militar e do Estado de Mato Grosso, primeiro junto à SENASP, do Ministério da Justiça, e, posteriormente, na interlocução institucional da PMMT com o Governo Federal e o Congresso Nacional, contribuindo para o aporte recorde de recursos para a segurança pública”, diz trecho da manifestação.
Em novo questionamento, a reportagem encaminhou a nomeação da tenente-coronel para o cargo de assessoria interinstitucional, que mostra lotação em Cuiabá.
“O cargo está na estrutura da PM mas a atuação é em Brasília, da mesma forma como foram os antecessores. E não é uma função exclusiva a PMMT. Qualquer dúvida adicional sobre as atribuições e exercício do cargo, fique a vontade para direcionar a Polícia Militar”, informou.
Leia a nota completa:
Ao longo de quase 24 anos de efetivo serviço, minha trajetória sempre esteve vinculada à PMMT, em diferentes funções e missões, dentro e fora do Estado. Atuei na área operacional, inclusive como a primeira mulher comandante de aeronave na aviação de segurança pública, e também em funções estratégicas e institucionais.
O período em que servi em Brasília não representou afastamento da Corporação. Ao contrário, foi consequência direta do exercício de atribuições públicas e de missões de interesse da Polícia Militar e do Estado de Mato Grosso, primeiro junto à SENASP, do Ministério da Justiça, e, posteriormente, na interlocução institucional da PMMT com o Governo Federal e o Congresso Nacional, contribuindo para o aporte recorde de recursos para a segurança pública.
Minha trajetória funcional é pública e pode ser comprovada por atos administrativos e registros oficiais. Quem se dedica ao serviço público há mais de duas décadas, com integridade e responsabilidade, não precisa esconder sua história — pode apresentá-la com serenidade, transparência e a consciência tranquila de quem sempre cumpriu sua missão.
Atualmente, exerço minhas funções na Diretoria da Mulher e Vulneráveis da PMMT, em razão da experiência acumulada ao longo da carreira, tanto na área operacional quanto no acompanhamento de políticas públicas, direitos humanos e proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade.
Portanto, não procede a informação de que eu tenha me afastado, em qualquer momento, da Corporação que tenho orgulho de integrar e à qual dediquei grande parte da minha vida: a Polícia Militar de Mato Grosso.
Jussara Cristina Novacki – Ten Cel PMMT
Diretoria da Mulher e Vulneráveis da PMMT





















