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HOMICÍDIO DE ADVOGADO

Júri do caso Zampieri entra no terceiro dia com debates entre acusação e defesa

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O julgamento dos três homens acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri será retomado nesta quinta-feira (1º), quando terão início os debates entre acusação e defesa perante o Conselho de Sentença, etapa que antecede a deliberação dos jurados e a definição do veredicto. Este será o terceiro dia do Tribunal do Júri, em Cuiabá. No segundo dia, foram 10 horas de sessão, marcadas pelos interrogatórios dos réus.

Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do MPMT. A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.

Durante o interrogatório, Antônio Gomes da Silva confirmou ter recebido uma fotografia de Roberto Zampieri quando ainda estava em Belo Horizonte (MG). Em outro momento, questionado sobre o sentimento após o homicídio, respondeu que foi o de “missão cumprida”.

Antônio ainda evitou, em depoimento, comentar sobre eventual participação de Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas – coronel Caçadini – e confirmou o envolvimento de Hedilerson Fialho Martins Barbosa.

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O segundo interrogatório foi o de Hedilerson, que negou participação no homicídio, apesar de reconhecer que a arma utilizada por Antônio era dele. Já o terceiro a ser interrogado foi Etevaldo Caçadini. Ele confirmou que conheceu Antônio Gomes da Silva em setembro de 2023, quando o contratou para realizar uma reforma em seu escritório.

Caçadini ainda relatou manter relação próxima com o empresário Aníbal Manoel Laurindo, apontado nas investigações como um dos mandantes do crime. Conforme afirmou, os dois mantinham conversas frequentes.

A defesa de Antônio Gomes da Silva requereu a suspensão do julgamento, com o desmembramento do processo em relação ao acusado e sua submissão a incidente de insanidade mental. Alternativamente, pediu que os jurados fossem chamados a deliberar, em quesitos específicos, sobre eventual inimputabilidade ou semi-imputabilidade do réu.

Os promotores de Justiça manifestaram-se contra os pedidos, que foram indeferidos pelo José Mauro Nagib Jorge.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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