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NÃO FOI DESSA VEZ

Aliados de Mauro Mendes são rejeitados nas urnas e perdem vaga na ALMT

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Servidores públicos e políticos que fizeram parte da base aliada do ex-governador Mauro Mendes (União) foram rejeitados nas urnas pelos eleitores de Mato Grosso e não conseguiram entrar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nas eleições deste ano. Enquanto Mauro Mendes (União) alcançou a vitória no Senado, seus asseclas amargaram derrotas provocadas pelos prejuízos acumulados da gestão, denúncias de corrupção, leniência em relação à defesa dos servidores, entre outros fatores.

Os deputados Paulo Araújo (Republicanos) e Elizeu Nascimento (Novo) receberam 30.338 e 17.663 votos, respectivamente. Araújo conseguiu aumentar o número de votos nominais recebidos, que foram de 24.551 nas eleições de 2022 quando estava filiado ao PP, mas acabou ficando apenas com a vaga de suplente por conta da robusta coligação em que escolheu disputar as eleições, onde nomes mais fortes e populares disputaram o pleito com apoio de Otaviano Pivetta (Republicanos), eleito governador.

Araújo ficou conhecido por conta de áudio que foi divulgado pelo PNB Online em que ele admite que o ex-governador Mauro Mendes não se importava em pagar reajustes salariais dos servidores aquém do exigido pelos representantes das categorias. Araújo afirmou, na ocasião, que o ex-governador “não se importava” com os servidores.

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Nascimento, por outro lado, teve enorme redução em sua votação, que foi de 22.415 em 2022, quando estava filiado ao PL. Contra Elizeu, pesou ter sido alvo de busca e apreensão em investigação que apurou desvios de emendas parlamentares destinadas ao Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT) e ao Instituto Brasil Central (IBRACE). O irmão de Elizeu, Cezinha Nascimento, também foi alvo da operação. A operação foi conduzida pelo Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco), do Ministério Público Estadual.

Além de Elizeu e Paulo Araújo, também saíram derrotados secretários de Mauro Mendes que tentaram a eleição, como foi o caso do ex-secretário de Saúde Gilberto Figueiredo (Republicanos), que obteve apenas 10.803 votos. Figueiredo realizou uma gestão à frente da Secretaria de Estado de Saúde (SES) fortemente marcada pela elevação do número de servidores comissionados e pelas contratações temporárias.

Além disso, o ex-secretário foi envolvido em escândalos de corrupção, como no caso em que um relatório da Polícia Federal apontou movimentações suspeitas entre ele e seu filho. O deputado também foi alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa que apurou desvios investigados na Operação Espelho, realizada pela Polícia Civil.

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Quem também ficou longe de ser eleito foi o ex-secretário de Educação, Alan Porto (Republicanos), que obteve 24.742 votos. A candidatura de Porto veio depois de uma gestão à frente da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) marcada por dezenas de denúncias de assédio moral, suspeitas e investigações de fraudes nas notas dos alunos, denúncias de aprovação automática irregular de estudantes e não valorização dos profissionais da educação.

Porto também teve uma candidatura marcada por denúncias de utilização da máquina pública, como uso de prédios públicos para guardar material de campanha, visitas em escolas, utilização de alunos para registrar título de eleitor, com apoio do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), em eventos divulgados pelo próprio Alan, entre outros casos.

Para outros aliados, como Juca do Guaraná (MDB), que recebeu 17.349 votos, e Professor Allan Kardec, que recebeu 15.368 votos, a Assembleia Legislativa também ficou distante.

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