Agência Brasil

A Prefeitura de Cuiabá tem colocado em prática estratégias para evitar o completo desabastecimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da vacina do bacilo Calmette–Guérin, popularmente conhecida como BCG. O imunizante protege contra a tuberculose, é aplicado em recém-nascidos e crianças de até 4 anos e já chegou a faltar completamente em julho deste ano. A falta da vacina é uma realidade que afeta todo o país em consequência de sua importação.
Conforme a prefeitura, agora apenas uma UBS por pólo está ofertando a vacinação e apenas em datas determinadas, como forma de evitar o desperdício. Na Regional Sul (UBS Tijucal) e na Regional Norte (Clínica da Família CPA I), a BCG é aplicada nas segundas-feiras das 9h às 15h. Na Regional Oeste (UBS Cidade Verde), na quarta-feira das 9h às 15h e na Regional Leste (UBS Pico do Amor), na sexta-feira das 13h às 17h. Fora desses locais não há disponibilidade da BCG.
“O Ministério da Saúde não está mais produzindo a BCG, que agora está sendo importada e o laboratório também está com dificuldade para entregar quantidades maiores. O município de Cuiabá está recebendo pouquíssimas doses, não dá para atender toda a demanda. Dispomos de unidades em cada Regional, com dias certos da semana para aplicar a dose ”, explicou a coordenadora de Vigilância Epidemiológica Valéria de Oliveira.
A situação de Cuiabá é semelhante no restante do país, onde os órgãos de saúde foram orientados pelo Ministério da Saúde a usar com moderação para não perder dose. “Não depende do município, mas exclusivamente do Ministério da Saúde, que teria que aumentar o número de doses distribuídas. Mas, no momento, não é possível porque depende do fornecedor externo, uma vez que a BCG não é mais produzida no Brasil”, frisou Valéria.
Em junho deste ano, a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS) respondeu à carta de entidades científicas que alertava sobre a possibilidade de falta da vacina BCG e cobrava soluções do órgão. O documento foi enviado após a publicação de um ofício circular que informava a redução do número de doses distribuídas às unidades federativas por ao menos sete meses.
De acordo com a SVS/MS, apesar do contingenciamento, o quantitativo continua superior à média mensal de nascidos vivos nos estados e no Distrito Federal. Além disso, a secretaria afirma que solicitou à Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) a antecipação da entrega das doses adquiridas via fundo rotatório.
























