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Após prisão, Bolsonaro muda tom sobre Milton Ribeiro

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Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agencia Brasil

Milton Ribeiro e Bolsonaro

 

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), disse que o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, preso no período da manhã desta quarta-feira (22.06), no âmbito da investigação sobre o gabinete paralelo instalado na pasta, deve responder pelos seus atos se houver “algo errado”. “Ele que responda pelos atos deles”, comentou.

 

O comentário de Bolsonaro é muito diferente da declaração dada pelo próprio presidente quando as denúncias vieram à tona. Em uma live em 24 de março, Bolsonaro preferiu isentar seu ministro de envolvimento no gabinete paralelo no Ministério da Educação. “O Milton, coisa rara de eu falar aqui: eu boto minha cara no fogo pelo Milton”, afirmou Bolsonaro, em transmissão ao vivo pelas redes sociais. O presidente ainda repetiu: “Minha cara toda no fogo pelo Milton. Estão fazendo uma covardia contra ele”. Bolsonaro e a primeira-dama, Michelle, eram muito próximos a Ribeiro.

 

Agora, o tom mudou. “Se tiver algo de errado, ele vai responder. Se for inocente, sem problema; se for culpado, vai pagar. O governo colabora com a investigação. A gente não compactua com nada disso”, disse Bolsonaro em entrevista à Rádio Itatiaia nesta quarta. “Agora, não sei qual a profundidade dessa investigação. No meu entender, não é aquela orgânica, porque nós temos os compliances nos ministérios Qualquer contrato, qualquer negócio não passa”, avaliou.

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A Polícia Federal (PF) cumpriu mandado de prisão preventiva contra Ribeiro. A operação investiga a responsabilidade do ex-ministro no caso do gabinete paralelo do MEC, revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo.

 

As reportagens mostram que, sem possuir vínculos com o setor de ensino ou cargo público, um grupo de pastores passou a comandar a agenda do ministro da Educação, formando uma espécie de “gabinete paralelo” que interferia na liberação de recursos e influenciava diretamente as ações da pasta.

 

Durante a entrevista, Bolsonaro disse ainda que a operação é sinal de que seu governo não interfere na PF. O ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, ao deixar o cargo, acusou o chefe do Executivo de influenciar nas decisões da instituição.

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