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No podcast Comunicação, Cultura e Ciência, do PNB Online, Dalila Rodrigues, jornalista e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea (ECCO) da UFMT, conversa com Didier Provenzano: o publicitário que deu vida Xômano, o personagem de humor mais conhecido nas redes sociais que trabalha como o modo de falar cuiabano.
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Ele fala sobre a trajetória de reconhecimento na internet e garante: “o linguajar cuiabano foi valorizado”. Didier conta que no início chegou a sofrer ameaças, acusado de xenofobia, por fazer piada do modo de falar do cuiabano, mas o humor que valoriza a cultura regional venceu e se tornou um sucesso absoluto junto ao público.
Uma brincadeira com os amigos durante o curso de publicidade transformou o cuiabano José Didier Provenzano em o ‘Xômano que mora logo ali’, um personagem que interpreta o falar cuiabano pela via do humor. Há sete anos, Didier criou uma página na internet sem o intuito de receber curtidas. Nos conteúdos abordava vivências da infância, que foram transformadas aos poucos em memes da internet. Histórias narradas pelo linguajar cuiabano, valorizando a cultura regional.
Didier conta que sofreu ameaças, foi acusado de xenofobia por fazer piada do modo de falar do cuiabano, nisso despertou a revolta de pessoas que interpretavam os conteúdos como ofensivos. “Eu nunca fiz brincadeira pesada. Mas tinham pessoas que não gostavam. Quando eu fazia piada com poconeano, tinha gente que enviava foto de arma pra mim. Eu achava engraçado, nunca foi pejorativo.”
“Eu nunca fiz brincadeira pesada. Mas tinham pessoas que não gostavam”
Para obter crescimento no número de acessos nas redes sociais, José Didier usou uma estratégia comunicativa eficiente, projetando seus conteúdos para ultrapassar as fronteiras do Estado. Transformou discussões repercutidas nacionalmente em diálogos entre cuiabanos, de forma inteligível. Colocou em evidência o modo peculiar e ainda pouco conhecido do linguajar cuiabano.
José Didier, o Xômano, conquistou 108 mil seguidores, somente no Instagram. No Facebook as postagens alcançam 200 mil curtidas. Mesmo com expressiva visibilidade nas redes socais, o humorista não se considera famoso e acredita que seu trabalho valoriza a cultura cuiabana, da qual afirma ter muito orgulho.
O conteúdo é parte do projeto de pesquisa que a mestranda Dalila Rodrigues desenvolve sobre o falar cuiabano e seu lugar de poder. O podcast de construção científica tem uma dupla utilidade: para as pesquisadoras e pesquisadores, serve como referência na captação de depoimentos, coleta de dados para a pesquisa. E para o público que ouve, além dos pares da academia, serve para conhecer temas do cotidiano que estão sendo estudados, dando a ver/ouvir do que se ocupam os cientistas.
























