
Servidores públicos estaduais realizam um ato unificado na tarde desta segunda-feira (25.05), em Cuiabá, para pressionar o governo de Mato Grosso a abrir negociação sobre o pagamento de 18,38% da Revisão Geral Anual (RGA) e outras pautas da categoria. A concentração ocorre a partir das 14h, em frente à Praça do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, no Centro Político Administrativo.
A mobilização reúne entidades como o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), a Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FESSP-MT), centrais sindicais e o Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado de Mato Grosso (Sisma-MT). Também participam representantes da associação de aprovados em concurso da Secretaria de Estado de Saúde (SES).
No mesmo local, o Sisma-MT convocou uma assembleia geral extraordinária para esta segunda-feira, com primeira chamada às 13h30 e segunda às 13h45. A pauta inclui o desconto de 14% sobre aposentadorias, a defasagem da insalubridade prevista na Lei Complementar nº 502/2013, as condições de trabalho nas unidades de saúde, além da convocação de aprovados e a prorrogação de concurso público.
Segundo as entidades, um dos principais pontos de reivindicação é o fim do desconto previdenciário de 14% aplicado sobre os proventos de servidores aposentados desde 2020. De acordo com o Sintep-MT, a medida tem provocado empobrecimento da categoria e aumento do uso de empréstimos consignados.
Outro eixo do protesto é a recomposição do quadro de servidores por meio de concursos públicos. Na rede estadual de ensino, sindicatos apontam que o número de contratos temporários já supera em mais de 50% o de profissionais efetivos, o que, segundo as entidades, compromete a continuidade das políticas educacionais.
Para a presidenta em exercício do Sintep-MT e da CUT-MT, Maria Celma Oliveira, a categoria vai às ruas para exigir dignidade para quem mantém o Estado funcionando. “O objetivo dos movimentos é garantir a recomposição imediata dos 18,38% para os servidores do estado e abrir, efetivamente, um canal de diálogo e negociação com o governo”, afirma.
Além das pautas salariais, os servidores também devem deliberar sobre a manutenção de estado de assembleia permanente e indicativo de paralisação.
























