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PF cumpre mandados contra facção criminosa liderada por presidiário

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Uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outros crimes conexos é alvo da Operação Parasita, deflagrada pela Polícia Federal de Mato Grosso na manhã desta sexta-feira (05.02). A operação cumpre 34 mandados judiciais em MT e em outros três Estados, e tem como alvo um presidiário que cumpre pena na Penitenciária Central do Estado (PCE).

 

De acordo com informações da Polícia Federal, estão sendo cumpridas 21 ordens judiciais de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Pernambuco. Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

 

Além destas medidas, a Justiça determinou ainda o bloqueio de até R$ 12 milhões nas contas dos investigados, além do sequestro de diversos imóveis, valores em espécie e veículos pertencentes aos criminosos.

 

Investigações

 

No decorrer das investigações, ficou demonstrado que os alvos atuavam no tráfico de drogas em diversos municípios de Mato Grosso, dentre eles Barra do Bugres, Alto Paraguai, Jaciara, Nova Olímpia, Feliz Natal e Nova Mutum. Nestas cidades, qualquer traficante que pretendesse comercializar entorpecentes deveria ser previamente autorizado pelos líderes, sendo obrigado a adquirir a droga diretamente do grupo. 

 

O grupo era responsável pela carga de cerca de 500 quilos de maconha, apreendida em julho de 2019, em Rondonópolis (218 km da capital). Na oportunidade, apenas duas adolescentes haviam sido apreendidas quando mantinham a droga em depósito a mando dos líderes da organização investigada.

 

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As investigações apontaram ainda que a organização criminosa funcionava como uma espécie de franquia do crime, com conexões e relações comerciais com outras organizações criminosas, dentro e fora de Mato Grosso. O grupo organizava a logística de fornecimento de entorpecentes a integrantes de outras organizações atuantes na região nordeste do Brasil.

 

Os integrantes pagavam taxas mensais e eram obrigados a repassar boa parte dos lucros das atividades aos líderes. A organização criminosa investigada possuía setores operacional, contábil e financeiro. Os principais membros, que já se encontravam presos, contavam com a ajuda de outros em liberdade para executarem suas ordens, recolhimento de dinheiro, distribuição de drogas e fiscalização das movimentações financeiras.

 

Por meio de autorização judicial, foram constatadas volumosas movimentações em dinheiro em nome de vários investigados. O somatório dos valores que circulou nas contas no período de 2018 a 2020 superou R$ 18 milhões. Nenhum dos investigados possui rendimentos lícitos conhecidos que possam justificar os altos valores movimentados, sendo que alguns deles, inclusive, recebiam benefício assistencial do governo.

 

Nome da operação

 

A operação foi batizada de “Parasita” em razão das características da organização criminosa e seu principal líder, que, claramente, se utilizava dos demais integrantes e até mesmo da estrutura de outra organização criminosa local em suas empreitadas criminosas, sempre visando aferir lucros, isoladamente.

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