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Recuperação do setor turístico em MT, apesar de lenta, deve acontecer

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Pousada Carimã

 

Por conta da pandemia causada pela covid-19, o mercado mundial de turismo sofreu danos sem precedentes, sendo um dos setores mais afetados. No Brasil, segundo dados da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), estima-se que as operadoras de turismo deixaram de faturar R$ 4,5 bilhões nos quatro primeiros meses da crise. Em Mato Grosso, além do coronavírus, as queimadas no Pantanal e em Chapada dos Guimarães foram também responsáveis por afastar os turistas. 

 

Conforme anúncio, o Governo do Estado se mostra confiante e pretende criar novas estratégias para atrair os visitantes. Em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), eles pretendem estimular esta área através de rodadas de negócios.

 

De acordo com o secretário adjunto de Turismo da Sedec, Jefferson Moreno, a situação dos hotéis todavia é delicada. “O primeiro impacto que sofremos este ano no setor do turismo foi por conta da pandemia da covid-19, e agora, com a situação dos incêndios em áreas de preservação e pontos turísticos. Tivemos a atividade abalada ambientalmente e economicamente, mas estamos empenhados em encontrar soluções para fomentar o setor, não apenas para os próximos meses, mas para os próximos anos”, afirma.

 

“As pessoas estão com a necessidade de ter contato com a natureza, devido ao fato de terem ficado todo esse tempo trancadas dentro de casa. Nós estamos tendo muita procura”

Considerando o cenário atual, mais da metade das empresas espera atingir o mesmo volume de faturamento pré-pandemia apenas em 2022, mostra estudo feito pelo Braztoa. O presidente da CVC, no entanto, é mais pessimista. Leonel Andrade acredita que tudo voltará ao normal apenas em 2023. “Chegaremos ao fim de 2020 com cerca de 50% do que tínhamos. Em 2021, devemos estar em cerca de 70% e terminar 2022 com 100% do movimento. Assim, só teremos um ano cheio em 2023”, ressalta o CEO. A retomada, para os profissionais do ramo, pode ser lenta e gradual. 

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NA CONTRAMÃO

 

Márcia Silva Cavalcante conta que começou seu negócio por acaso, há seis anos. Ela havia comprado um sítio com a família na zona rural de Rondonópolis e os amigos começaram logo a frequentar o lugar, nos finais de semana. O que começou como um espaço para receber pessoas próximas, se tornou sua fonte de renda. A primeira iniciativa foi de vender almoço para os visitantes, e logo disponibilizou, também, uma área de camping. Pouco a pouco, ela ampliava as áreas comuns e surgiam, assim, os primeiros quartos de hóspedes. Hoje a estalagem observa um fenômeno que vai contra a maré no ramo do turismo: a busca pelo refúgio não para de crescer. 

 

 

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Pousada Carimã

 

A Pousada Carimã está localizada no assentamento de mesmo nome, a 55 km de Rondonópolis. Lá se encontram 195 famílias que administram, por meio de associação, o Complexo Turístico Carimã. Eles são encarregados, em conjunto com os donos das outras 3 pousadas que ali existem, de zelar pela infraestrutura do local. Cercada de bonitas paisagens e refrescantes cachoeiras, o estabelecimento tem, como colaboradores, seus próprios vizinhos. Além disso, o abastecimento vem da agricultura que ali existe. “Hoje eu compro a carne aqui dentro do assentamento, a galinha, os ovos, o queijo, o doce, as verduras, grande parte dos legumes, o leite. Muita coisa a gente compra de outros moradores daqui”, ela relata.

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No começo da pandemia, no entanto, ela precisou fechar temporariamente suas portas para a hospedagem, sendo liberado apenas o almoço no local. “Agora nós recebemos a liberação do governo do estado e da administração do município para trabalhar seguindo os cuidados necessários, evitando aglomerações, prezando pela higiene pessoal e pelo distanciamento.”

 

“As pessoas estão com a necessidade de ter contato com a natureza, devido ao fato de terem ficado todo esse tempo trancadas dentro de casa. Nós estamos tendo muita procura. Eu só tenho quarto livre para o fim de semana a partir do dia 17 de outubro. A procura aumentou depois da pandemia”, relata. Márcia acredita que é possível sobreviver do turismo, especialmente na Carimã. “Nós servimos comida caseira, feita no fogão a lenha, no almoço e no café da manhã. A nossa propaganda é o boca a boca, e agradecemos a Deus por nos ter mantido firmes e fortes. Hoje sabemos que somos referência no turismo rural”, finaliza.

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