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A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão no apartamento de uma advogada na manhã desta quinta-feira (14), em Cuiabá. A ação faz parte da segunda fase da operação “Shoyu”, com objetivo de desarticular uma organização criminosa que atua em grilagem de terras, regularização fundiária e licenciamentos de supressão vegetal, dentre outras práticas criminosas, no Amapá.
Segundo informações, a advogada é ligada a Bertholdo Dewes Neto, ex-presidente do Imap, que foi preso no ano passado. Na primeira fase da operação, deflagrada em fevereiro de 2019, a Polícia Federal desarticulou um esquema que causou prejuízos de R$ 7 milhões aos cofres públicos.
No esquema denunciado pelo Ministério Público Federal, o ex-presidente e outros funcionários do Imap são suspeitos de reduzir o valor de multas aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) ou tornava-as sem efeito para beneficiar produtores de soja. Multas que circulavam nos valores entre R$ 200 mil e R$ 1 milhão eram reduzidas para o valor único de R$ 60 mil.
Cerca de 92 policiais federais dão cumprimento a 5 mandados de prisão preventiva em Macapá/AP, Santana/AP e no Maringá/PR e 25 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Macapá/AP e Santana/AP (15), e nos estados do Ceará (1), Goiás (1), Mato Grosso (3) e Paraná (5).
Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de integrar organização criminosa, falsificação de documento público e particular, falsidade ideológica, usurpação de bem da União, desmatamento, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, advocacia administrativa e invasão de terras públicas.
Procurada pela reportagem, a assessoria da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Mato Grosso (OAB-MT) informou ao PNB Online que não foi acionada nem pela Polícia Federal, nem pela advogada.























