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Está em andamento no Ministério Público Estadual uma investigação para “seguir” os servidores “fantasmas” da Câmara de Várzea Grande. A investigação, que está sob a responsabilidade do promotor de justiça Deosdete Cruz Júnior, foi aberta no último dia 7 de junho.
Na Portaria nº 6/2018, que instaurou a investigação, o promotor pede apoio ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado) para “monitorar servidores da Câmara Municipal de Várzea Grande, em especial ocupantes de cargos comissionados”. Eles são alvos de uma denúncia, contida em uma matéria jornalística, em que existiriam assessores que não cumpririam sua jornada de trabalho.
O promotor ainda ressalvou que como existe na Câmara um ato normativo que dispensa o controle de frequência de ponto de assessores de vereadores, é “imperioso que os alvos sejam monitorados por tempo suficiente à caracterização da situação de improbidade denominada de funcionalismo fantasma, sugerindo-se que o alvo seja acompanhado por pelo menos 10 (dez) dias. Em caso de dificuldades operacionais em se estabelecer o monitoramento de todos os assessores sobre os quais recaia suspeita de improbidade, sugere-se sejam priorizados os de cargos mais graduados, os quais percebem maiores salários”.
O objeto do inquérito é obter informações, mediante “atividade de investigação, acerca da existência de funcionários fantasmas perante a Câmara Municipal de Várzea Grande, constatação que poderá resultar na propositura de ação de responsabilidade por ato de improbidade administrativa, bem como remessa à promotoria criminal para as providências pertinentes”.
O promotor decretou o sigilo da investigação, contudo publicou todos os atos na página do Ministério Público Estadual, com acesso de toda a população.

























