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Acusado de lavagem de dinheiro, advogado afirma que denúncia contra ele é falsa

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O advogado Levi Machado, réu em processo da Operação Sodoma e acusado de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica,afirmou que a denúncia contra ele é “falsa”. Ele é apontado pelo Ministério Público Estadual, juntamente com o procurado aposentado Francisco Lima, o Chico Lima, de terem forjado um contrato de compra e venda de um imóvel entre a empresa Santorini Empreendimentos Imobiliários e o Estado.

O valo da transação foi de R$ 31,7 milhões e metade desse valor foi devolvido ao grupo do ex-governador Silval Barbosa, como pagamento de propina. O imóvel comprado pelo Estado foi alvo de uma desapropriação para a implantação do bairro Jardim Liberdade, em Cuiabá.

Levi era o advogado do dono da empresa, Antonio Rodrigues Carvalho. Foi Antonio Carvalho que delatou todo o esquema criminoso na comercialização do imóvel. O contrato, em que Levi é acusado de ter forjado, o delator teria cedido 50% dos direitos sobre o imóvel para a empresa de Filinto Muller, a SF Assessoria. Vale ressaltar que Filinto Muller também é colaborador premiado. Na denúncia, consta que foi por meio dessa empresa que os valores eram repassados ao grupo de Silval Barbosa.

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Por ter, supostamente, agilizado o contrato, o advogado teria levado, em honorários advocatícios, a quantia de R$ 474mil.

Levi afirmou a magistrada, em depoimento colhido na tarde desta terça-feira (25), que realizou trabalho entre os anos de 2011 e 2012 para o empresário para que a área fosse desapropriada, pois já existia uma invasão sobre a mesma. “Conseguimos uma liminar para que o Estado realizasse a desapropriação. Em 2012, o Estado decidiu fazer uma avaliação e, em novembro, o Chico Lima me informou da avaliação”, disse.

O advogado disse que levou as informações da avaliação da área ao empresário, mas o mesmo disse que iria pensar. Passado três dias Antonio Carvalho teria ligado para ele informando, inclusive, a forma de pagamento em 12 parcelas. Ainda segundo ele, em decorrência do cliente estar com conta bloqueada  em valor de R$ 43 milhões, na Justiça Federal, ele sugeriu uma subrogação. Por isso, que o dinheiro teria sido depositado na conta bancária do advogado.

 

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Novo contrato

Depois que o dinheiro já havia sido depositado e todos os arranjos realizados, o advogado contou que recebeu uma ligação de Filinto Muller, dono da factoring aonde o dinheiro foi “lavado”. “Ele falou que a empresa não tinha como contabilizar o contrato, e pediu para transferir essa sessão de crédito para o nome do Filinto”, contou, revelando que após isso entrou em contato com Antonio Carvalho.

O empresário elaborou um novo contrato. No dia da assinatura, Filinto Muller rasgou o contrato e apresentou um novo. Após rasgar o contrato, segundo Levi, Filinto Muller disse que somente o novo contrato tinha validade.

O advogado informou que não sabia qual era a participação das outras pessoas acusadas na ação e ainda contou que Antonio Carvalho só havia informado a ele que “tinha achado a solução para os problemas dele, mas que perderia 50%”.

 
 
 
 
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