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Políticos querem anistiar Caixa 2 nas eleições passadas

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Se for aprovada pelo Congresso Nacional a lei que tratada da anistia do Caixa 2 nas campanhas passadas, centanas de políticos que são investigados ou respondem a processo poderão ficar livrer da aplicação de qualquer penalidade. Ou seja, o político que fez Caixa 2 e enganou a Justiça Eleitoral está isento da prática delituosa. Na prática, por exemplo, o ex-prefeito de Várzea Grande Walace Guimarães (PMDB), que perdeu o mandato por ter feito Caixa 2, nem iria responder ao processo, pois receberia o “perdão político”. O projeto beneficiará políticos, que nas eleições passadas, como em 2016, 2014 e 2012, por exemplo, são investigadas por declarar um valor e receber por fora outro valor. O projeto tem recebido críticas de vários setores da sociedade. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Ayres Brito, declarou em evento em Cuiabá que “não há que criar uma lei para anistiar uma classe”.

 

Uma das versões do texto que circula na internet e postada pelo deputado Chico Alencar (PSOL-PR) é a seguinte: “não será punível nas esferas penal, civil e eleitoral a doação contabilizada, não contabilizada, ou não declarada, omitida ou ocultada de bens, valores ou serviços, para financiamento de atividade político-partidária ou eleitoral realizada até a data da publicação dessa lei”.

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