O juiz João Bosco Soares da Silva concedeu decisão favorável à empresária Maria Angélica Caixeta Gontijo, presa suspeita de ser a mandante da morte do advogado Roberto Zampieri. De acordo com a defesa, ela foi solta na noite desta quinta-feira (18.01) e será monitorada por tornozeleira eletrônica.
Segundo a defesa da empresária, a decisão do magistrado foi contrária ao pedido do Ministério Público para que fosse mantida a prisão da empresária. “Não existem provas concretas que justifiquem a necessidade da continuidade da prisão, sendo suficientes outras medidas tais como a suspensão do registro de Cacs e o monitoramento eletrônico”, explicou o advogado criminalista Eustáquio de Noronha Neto, por meio de nota.
Leia também: Coronel do Exército negociou execução de advogado por R$ 40 mil
Apontada como suposta mandante da execução do advogado Roberto Zampieri, a empresária Maria Angélica Caixeta Gontijo foi presa em um posto de combustíveis, em Minas Gerais, com uma pistola 9 milímetros na cintura, no dia 20 de dezembro do ano passado.
Roberto Zampieri foi assassinado com aproximadamente 10 tiros na noite de 5 de dezembro, em frente ao seu escritório, no Bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. O atirador ficou de tocaia por mais de uma hora, esperando-o sair de seu escritório.
Nesta semana a presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Maria Thereza de Assis Moura, havia indeferido a liminar para conceder prisão domiciliar à empresária Maria Angélica Caixeta Gontijo.
Além da empresária, outros três suspeitos foram presos por envolvimento no crime. O coronel do Exército Etevaldo Luiz Cacadini de Vargas é apontado pela Polícia Civil como financiador do assassinato. O coronel chegou em Cuiabá nesta quarta (17.01), após sua prisão ser mantida em audiência de custódia realizada na Justiça de Minas Gerais, onde ele foi preso.
O executor e o intermediário do homicídio foram presos no mês de dezembro passado, também em Minas Gerais.
O executor do crime também foi preso no dia 20 de dezembro na cidade de Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte, e encaminhado à capital, onde foi interrogado pelo delegado Edison Pick, da DHPP de Cuiabá. No dia 22 de dezembro, também com apoio do DHPP da Polícia Civil de Minas Gerais, foi cumprido o mandado de prisão contra o provável intermediador do crime, responsável por contratar o serviço e entregar a arma de fogo ao executor.
O crime
Roberto Zampieri tinha 56 anos e foi assassinado na noite do dia 5 de dezembro, na frente de seu escritório localizado no bairro Bosque da Saúde, na capital. A vítima estava dentro de uma picape Fiat Toro quando foi atingida pelo executor com diversos disparos de arma de fogo.
As prisões foram decretadas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais da Comarca de Cuiabá, com base nas investigações conduzidas pela equipe da DHPP de Cuiabá e contaram com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais.























