O Sindicato Rural de Sinop, em parceria com a Embrapa Agrossilvipastoril promoveu nesta terça-feira (30.01) um importante encontro com mais de 50 representantes de instituições financeiras para discutir os impactos do clima na safra (Soja e Milho) 2023-24 mato-grossense e quais os mecanismos que o produtor rural pode utilizar para mitigar seus efeitos nos resultados agronômicos e econômico.
Na abertura do encontro, a Embrapa Sinop apresentou aos agentes as principais anomalias climáticas observadas no ano agrícola 2023-24 e quais as ferramentas agronômicas para mitigá-las através de uma palestra com o pesquisador Cornélio Alberto Zolin. Já a gestora do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Vanessa Gasch detalhou os principais impactos das anomalias climáticas na safra de soja mato-grossense 2023-24.

Para o presidente do Sindicato Rural de Sinop e vice da Famato, Ilson José Redivo, o encontro foi pensando em buscar possíveis soluções. “Resolvemos trazer as instituições financeiras e também a Embrapa para falar da parte técnica dos impactos climáticos negativos nesta safra e o IMEA para trazer os dados atualizados e a gente, junto com as instituições financeiras, buscando soluções para amenizar essa crise no futuro. Precisamos lubrificar essa engrenagem para ela continuar funcionando mesmo depois dessa crise implantada”.
Redivo explicou que em sete municípios da região Norte do Estado (Claudia, Feliz Natal, Marcelândia, Santa Carmem, Sinop, União do Sul e Vera) deixarão de circular quase R$ 1,3 bilhão. “Nós levantamos também que nesses sete municípios abordados, 32 milhões de Fethab deixarão de ser arrecadados para o Governo do Estado. Então, significa menos investimentos na nossa região, significa menos atividade comercial, porque esses valores deixarão de circular no comércio local. Vai impactar em toda atividade comercial dos municípios que compõem essa região. Então, o problema está implantado e nós temos que buscar soluções para amenizar esses impactos feitos. Foi muito produtivo a reunião, porque colocamos todos na mesma régua. A gente conversou com todos os agentes financeiros e para criar uma consciência em busca de soluções para o problema implantado”.
A chefe-geral da Embrapa em Sinop, Laurimar Vendrusculo, explicou onde há essa tendência de processos extremos de temperaturas é preciso preparar no sentido de que não só manejar melhor o solo. “Mas também de criar uma estrutura orgânica, microbiológica adequada para que as plantas tenham mais possibilidade de ter sucesso ou menos perda. A gente não está falando, às vezes, que é sempre 100%, mas se ela segurar 80%, trabalha com isso e ter essas decisões resolutivas do sistema financeiro que façam com que essas ações de financiamento, de custeio, sejam mais efetivas. Nós estamos engatinhando ainda, com relação ao seguro rural, precisam, não só por parte do produtor, essa consciência de melhor adoção, mas também para os órgãos superiores de seguro rural, da gente melhorar, monitorar essas situações, mas, ao mesmo tempo, diminuir o impacto que essas ações acontecem na produção rural”.
Participaram da reunião agentes financeiros do Banco do Brasil, Sicoob Norte MT, Sicoob Credisul, Bradesco, Caixa Econômica Federal, XP Investimento, Banco Plantae, Basa, Cresol, Rabobank, Itaú BBA e Banco ABC Brasil

























