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SAÚDE PÚBLICA

Mortes em hospital de Cuiabá quase duplicaram durante intervenção

Mudança no perfil de atendimento do Hospital São Benedito é apontada como uma das razões para o aumento de 86% no número de óbitos.

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Mortes em hospital de Cuiabá quase duplicaram durante intervenção (Foto: Prefeitura de Cuiabá)

O número de mortes no Hospital São Benedito, em Cuiabá, quase duplicou durante o período de intervenção na saúde por parte do Governo do Estado de Mato Grosso. É o que apontou a Prefeitura de Cuiabá, durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (01.02), que contou com a presença do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) e do secretário municipal de Saúde, Deiver Alessandro Teixeira.

De acordo com o relatório, de cerca de 500 páginas, elaborado pela gestão municipal, no período de 15 de março de 2022 a 31 de dezembro de 2022 foram registrados 105 óbitos no Hospital São Benedito. O número, durante a intervenção, de 15 de março de 2023 a 31 de dezembro de 2023, saltou para 196, o equivalente a um aumento de cerca de 86%.

A denúncia foi comentada pelo enfermeiro Pioter Ferreira, que integra a equipe do hospital. Segundo o profissional, houve uma mudança no perfil de atendimento da unidade, o que teria contribuído para o aumento do número de mortes. “O hospital deixou de ser um hospital de referência em alta complexidade para ser um hospital regulado, porém atendendo UPA e policlínica. Pacientes com casos graves deixaram de ter suporte com essa mudança”, explicou.

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“Da interventora ao governador do Estado, todos têm que responder. Dobrou o número de óbitos. Quantas famílias sofreram diante disso? É uma situação dramática de quase colapso da saúde municipal de Cuiabá que recebemos como herança do gabinete de intervenção”, afirmou Pinheiro. O prefeito prometeu ainda que na próxima semana apresentará medidas para o enfrentamento do problema.

(Foto: PNB Online)

Além do aumento no número de mortes, a Prefeitura denuncia uma série de problemas durante a intervenção, incluindo aquisição de medicamentos de forma indenizatória e por dispensa de licitação, medicamentos entregues próximos do vencimento, falta de planejamento para continuidade da gestão e falta de medicamentos e insumos na atenção primária.

Na lista ainda aparecem problemas com recursos humanos, problemas na estrutura física das unidades de atendimento, descontinuação de policlínicas, demissão de servidores treinados, problemas nas escalas de médicos, falta de médicos em unidades básicas de saúde, prejuízos na alimentação dos sistemas de informações do Ministério da Saúde e ausência de pagamentos a servidores e empresa de transporte de pacientes.

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