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DIREITOS HUMANOS

Ministério irá averiguar aumento de mortes durante intervenção na saúde de Cuiabá

Sílvio Almeida se reuniu com o prefeito Emanuel Pinheiro nesta terça-feira (06.02).

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(Foto: Prefeitura de Cuiabá)

O ministro Sílvio Almeida, dos Direitos Humanos e da Cidadania, se reuniu nesta terça-feira (07.02) com o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB). A pauta da reunião foi o aumento no número de mortes em três dos principais hospitais da capital durante a intervenção do Governo do Estado de Mato Grosso na saúde de Cuiabá, determinada pela Justiça. O ministro garantiu que a situação será averiguada pela pasta.

O destaque da reunião foi o número de mortes no Hospital São Benedito, em Cuiabá, quase duplicou durante o período de intervenção. De acordo com o relatório elaborado pela gestão municipal, no período de 15 de março de 2022 a 31 de dezembro de 2022 foram registrados 105 óbitos na unidade. O número, durante a intervenção, de 15 de março de 2023 a 31 de dezembro de 2023, saltou para 196, o equivalente a um aumento de cerca de 86%.

“O Hospital São Benedito, na nossa gestão, era um hospital referência em ortopedia, neurologia e em cirurgias de alta complexidade. Por isso implantamos o SOS AVC lá para que as pessoas tivessem mais chances de sobrevivência. Era o que acontecia enquanto estava sob nossa administração”, afirmou Pinheiro.

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“Recebi da intervenção do governo do Estado, um hospital desestruturado, sem perfil definido e servidores desmotivados. É inconcebível o que aconteceu ali. Não descansarei enquanto isso não for esclarecido e em audiência com o ministro Sílvio, expus os dados oficiais e alarmantes que recebi da Vigilância Epidemiológica. O ministro se mostrou bastante preocupado e pediu a apuração do caso com urgência, afinal os óbitos cresceram em 90%, isso não poderá passar impune”, reforçou.

O relatório aponta ainda que no Hospital Municipal de Cuiabá – HMC, no mesmo período, os óbitos subiram de 692 para 697 e no antigo Pronto Socorro, onde eram realizadas apenas cirurgias eletivas – com menos riscos de morte, os números de 2022 são de 274 óbitos e em 2023, sob o comando da intervenção do governo do Estado, esse número chegou a 352.

 

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