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SEGURANÇA

Raios em MT: Agricultura e Pecuária lideram estatísticas de fatalidades

Levantamento aponta Mato Grosso como terceiro estado com o maior número absolutos de raios, atrás apenas de Amazonas e Pará.

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Raios em MT: Agricultura e Pecuária lideram estatísticas de fatalidades (Foto: CNA)

Dados do Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (ELAT/INPE) apontam que entre os anos de 2018 e 2022, o Brasil registrou anualmente uma média de 118 milhões de descargas atmosféricas. Nesse contexto, Mato Grosso surge como terceiro estado com o maior número absolutos de raios, atrás apenas de Amazonas e Pará.

Em decorrência da alta incidência de raios, o país registra anualmente cerca de 110 mortes e mais de 200 feridos, resultando em prejuízos econômicos que chegam a um bilhão de reais, conforme dados também fornecidos pelo Inpe. Como principal polo nacional da produção agropecuária, Mato Grosso concentra duas das atividades mais vulneráveis quando se trata de raios. É o que explica a cartilha produzida pelo Instituto Tecnológico Vale (ITV), braço da mineradora Vale dedicada ao fomento da pesquisa científica.

Intitulado “Proteção contra raios: redução de riscos para aumento da segurança”, o documento divulgado este mês traz um conjunto de informações que incluem perfil das vítimas, circunstâncias mais comuns das ocorrências, atividades consideradas perigosas, recomendações para prevenir danos e leis e normas brasileiras que tratam do tema.

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Segundo os dados compilados na cartilha, que será distribuída em escolas, 26% dos casos de morte por queda de raio ocorreram em áreas rurais, especialmente em regiões voltadas à atividade agropecuária. Alguns fatores, como as características específicas do ambiente, a exposição prolongada ao ar livre e a presença de equipamentos ou estruturas que possam atrair descargas atmosféricas, contribuem para explicar por que atividades como essas apresentam um risco aumentado de incidência de raios.

Na pecuária, por exemplo, quando os animais estão pastando em campos abertos, eles podem se tornar alvos de raios. Em uma área aberta, o gado pode tentar se abrigar embaixo de árvores e assim se tornar mais vulnerável a fatalidades provocadas pela queda de raios. Além disso, a utilização de equipamentos como tratores ou de ordenha, que sejam condutivos, pode aumentar o risco de exposição a raios.O mesmo serve para a agricultura.

Levantamento aponta Mato Grosso como terceiro estado com o maior número absolutos de raios, atrás apenas de Amazonas e Pará. (Foto: Reprodução/ ITV)

A cartilha alerta que trabalhar com tratores, colheitadeiras e outros equipamentos agrícolas durante uma tempestade (ou ameaça de tempestade) aumenta o risco de ser atingido por raios. Os pesquisadores destacam que atividades que envolvem o manuseio de produtos inflamáveis ou tóxicos, como os agrotóxicos, aumentam os riscos associados a incêndios ou vazamentos em caso de uma descarga atmosférica.

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Reforço na segurança

Para minimizar os riscos associados, é fundamental que todas as atividades implementem procedimentos de segurança rigorosos, forneçam treinamento adequado aos trabalhadores e monitorem as condições meteorológicas para tomar decisões informadas sobre a segurança durante tempestades elétricas.

“A adoção de medidas preventivas, como a interrupção temporária das atividades ao ar livre durante condições meteorológicas adversas e o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) também podem ser necessários para garantir a segurança dos trabalhadores”, alerta a publicação.

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