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MATANÇA E PROMOÇÃO

MP denuncia esquadrão da morte em Mato Grosso

A Operação Simulacrum apontou que policiais militares forjavam confrontos com criminosos para praticar execuções sumárias.

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Policiais militares e um segurança particular que pertenceriam a um ‘esquadrão da morte’ em Mato Grosso foram denunciados pelo Ministério Público Estadual. A denúncia é consequência da Operação Simulacrum, deflagrada pelo MPMT e Polícia Civil em março de 2022. Nesta denúncia, o MPMT acusa 17 policiais e um segurança por um assassinato e três tentativas de homicídio em Cuiabá.

A Operação Simulacrum apontou que policiais militares forjavam confrontos com criminosos para praticar execuções sumárias. De acordo com as investigações, os militares envolvidos contavam com a atuação de um colaborador – o segurança particular – que cooptava interessados na prática de supostos crimes patrimoniais, sendo que, na verdade, o objetivo era ter um pretexto para matá-los. Após atraí-los a locais afastados, onde já se encontravam os policiais militares, eram sumariamente executados sob o falso fundamento de um confronto.

Pela denúncia, o inusitado é certamente a motivação para a matança organizada por estes PMs em Cuiabá e Várzea Grande: a busca pela fama de ser um policial militar matador de bandido. “As investigações indicam que a intenção do grupo criminoso era a de promover o nome dos policiais envolvidos e de seus respectivos batalhões. Na época em que ocorreram os fatos, os policiais investigados encontravam-se lotados nos batalhões Rotam, Bope e Força Tática do Comando Regional”, conforme pontuou a Polícia Civil à época.

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No dia da Operação Simulacrum, o então comandante-geral da Polícia Militar, coronel Jonildo José de Assis, que atualmente é deputado federal, saiu em defesa da corporação e dos policiais militares que foram alvos da investigação. “O que estão fazendo com os nossos policiais é um absurdo. Eles estão sendo acusados de execuções, quando atuavam em defesa da sociedade e da própria vida”, afirmou Assis, em março de 2022.

Conforme o MPMT e a Polícia Civil, o grupo de militares é investigado pela morte de 24 pessoas “com evidentes características de execução, além da tentativa de homicídio de, pelo menos, outras quatro vítimas, sobreviventes”. À época, as ordens judiciais que levaram os policiais à prisão foram decretadas pela 12ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá.

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