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ARTIGO

O bem-estar animal longe da realidade

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Muita coisa mudou em relação ao bem-estar animal com o passar dos anos, mas ainda hoje, poucos têm conhecimento dessa necessidade e outros sequer têm noção do que seja. Ele refere-se ao tratamento e às condições de vida dos animais, garantindo que suas necessidades sejam atendidas, incluindo aspectos como alimentação adequada, acesso a água limpa, abrigo, cuidados veterinários e um ambiente que permita a expressão de comportamentos naturais.

Em 2020, Cuiabá tinha uma população de cerca de 14 mil cães e gatos abandonados e o número de denúncias de maus-tratos e abandono cresce diariamente, principalmente nos bairros mais periféricos. Os motivos para o abandono são diversos e vão desde problemas comportamentais até mudanças na vida dos tutores, desinteresse e falta de preparo para cuidar deles. Porém, com tudo isso, políticas estruturadas, voltadas ao bem-estar animal podem facilmente melhorar essa condição.

Alguns cuidados básicos precisam ser disponibilizados à população e farão com que a qualidade de vida desses animais e seus tutores melhore significativamente, como a oferta de diferentes tipos de vacina, um exemplo é a V10, uma das mais importantes para proteger os cães de várias doenças, incluindo a cinomose, a parvovirose, a hepatite infecciosa canina, a doença respiratória causada pelo adenovírus tipo 2, a parainfluenza, a coronavirose e a leptospirose canina. Também citamos aqui a castração desses animais, evitando o abandono e os maus-tratos.

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Em 2022 a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano Sustentável (SMADESS), lançou o projeto chamado “Castração Legal”, houve boa adesão entre a população carente, mas depois não se falou mais nada sobre ele. Podemos levantar algumas possibilidades para ele não ter seguido adiante, como a alta demanda, que pode não ter sido estudada pela prefeitura, causando uma desorganização. Outra possibilidade pode ser a questão do valor destinado, não conseguindo suprir a demanda da população que buscou as castrações. Além disso, há os animais de rua, que vivem em uma certa região e são alimentados pela população e são de responsabilidade do Centro de Controle de Zoonoses, vinculado à prefeitura.

Uma ideia para substituir o programa é fazer parcerias com clínicas para todo tipo de tratamento, mas priorizando as castrações. Outra ideia é colocar médicos veterinários nos bairro, como um médico da família, mas utilizando um consultório ambulante, já disponibilizando alguns medicamentos mais comuns. Outra forma é fazer campanhas nas escolas para conscientizar os alunos sobre as questões animais, alertando que maus-tratos é crime e, por fim, a disponibilidade de um espaço para recolher os animais vítimas que precisam ser retirados dos tutores.

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Ainda que tenha sido anunciado pela prefeitura em anos passados, um hospital veterinário parece inviável para a nossa capital, pois algumas questões inviabilizam sua manutenção, como por exemplo, como os veterinários serão contratados? Bem como, os enfermeiros e os atendentes, contará com internações e cirurgias? Enfim, os custos são muito altos e fica a impressão de que tudo não passou de uma maneira de um chamariz para os cuiabanos que amam os pets.

Sendo o bem-estar animal uma área de preocupação ética, científica e legal e cada vez mais reconhecida como fundamental em atividades que envolvem os bichinhos, precisamos de políticas públicas eficientes, que realmente funcionem e sejam eficazes.

Soraya Amaral é dentista com pós-graduação em estética, militante em defesa da mulher, da causa animal e da justiça social

* A opinião do articulista não reflete necessariamente a opinião do PNB Online

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