
Em resposta à solicitação da 15ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Meio Ambiente Natural da Capital, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) informou que ações de dessedentação estão em curso no Pantanal. A medida busca mitigar os efeitos da estiagem severa.
De acordo com a pasta, haverá a criação de pontos de água para os animais nas estradas Porto Conceição, que conta com 11 pontos, e Cambarazinho, com três. O Ministério Público Estadual (MPE) também requisitou uma vistoria in loco para verificar as providências adotadas.
Desde o início do segundo semestre, Mato Grosso enfrenta uma forte seca que tem impactado diretamente os níveis dos rios e a fauna local, levando o MPE a notificar a Sema. A notificação resultou na implementação de ações emergenciais, como a criação de “poções” – reservatórios artificiais cobertos por lonas, que retêm água distribuída por caminhões-pipa.
Conforme a pasta, dois veículos estão encarregados do abastecimento: um do Corpo de Bombeiros, com capacidade de 10 mil litros, e outro da Secretaria de Infraestrutura, com capacidade para 20 mil litros. O reabastecimento é feito a cada dois dias.
A promotora de Justiça, Ana Luíza Ávila Peterlini, destacou que o MPE tem recebido denúncias de que animais seguem desassistidos, principalmente através das redes sociais. “Estamos acompanhando de perto essa situação e pedimos que as denúncias sejam encaminhadas para a Ouvidoria, que é o canal apropriado para o recebimento dessas informações”, afirmou Peterlini.
Um novo boletim divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), nesta segunda-feira (30.09) destrinchou a situação hídrica dos rios do Pantanal. De acordo com o relatório, importantes rios da região, como o Cuiabá, Paraguai e Miranda, apresentam níveis d’água consistentemente abaixo das referências históricas. A redução não só ameaça o equilíbrio ambiental do bioma, mas também coloca em risco a biodiversidade e atividades econômicas, como o turismo.
Na região da Pousada Taiamã, o Rio Cuiabá, por exemplo, está abaixo da cota mínima, o que agrava as preocupações com a fauna e flora locais. Além disso, o Rio Paraguai, em Cáceres, está com o nível 38 cm abaixo da cota de referência para estiagem, que é de 70 cm. Situação semelhante ocorre em Barra do Bugres, onde o mesmo rio está 27 cm abaixo da cota esperada.


























