O ex-assessor da Prefeitura de Cuiabá, na gestão Emanuel Pinheiro (MDB), Luiz Augusto Vieira Silva e Adavilso Azevedo investigado por participação nos atos golpistas de dezembro de 2022, que contestavam o resultado eleitoral que levou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presidência, também estão na lista de alvos investigados na Operação Fake News, deflagrada nesta sexta-feira (14.02), pela Polícia Federal.
Os investigados são suspeitos de cometer crimes eleitorais e contra a honra do governador Mauro Mendes (União) durante as eleições de 2022. O principal alvo da operação foi o ex-secretário de Assistência Social de Várzea Grande, bispo Gustavo Duarte, que foi preso por desacato e, em seguida, exonerado pela prefeita Flávia Moretti (PL).
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Luiz Augusto Vieira, conhecido como Guto, já havia sido investigado em 2020 na primeira fase da Operação Fake News, então conduzida pela Polícia Civil. Na ocasião, ele foi indiciado. No entanto, o caso foi arquivado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso na última quarta-feira (12), a pedido do Ministério Público do estado, que não encontrou evidências de formação de organização criminosa. As publicações em questão eram compartilhadas em grupos de WhatsApp e geravam intenso debate político.
Adavilso Azevedo também teve seu nome envolvido em investigações em dezembro de 2022, sob suspeita de financiar manifestações contrárias ao resultado eleitoral. Militar reformado e caminhoneiro, ele disputou uma vaga para deputado estadual pelo PL em 2022 e para vereador em 2024, tornando-se suplente em Cuiabá. Nas redes sociais, se apresenta como “mobilizador das carreatas e motociatas” e exibe imagens ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ex-secretário preso
O agora ex-secretário municipal de Assistência Social de Várzea Grande, Gustavo Henrique Duarte, foi preso durante a Operação Fake News. Segundo a Polícia Federal, ele foi preso por desacato.
Conforme apurado pela investigação da Polícia Federal, houve a produção e divulgação de vídeos com informações inverídicas e caluniosas durante a campanha. Na operação desta sexta-feira, a PF apreendeu celulares e outros elementos de interesse para a investigação.
Durante o cumprimento do mandado de busca na casa de Gustavo Duarte ele se exaltou. O vídeo do momento em que ele questiona a ação policial viralizou nas redes sociais.























