Os jornalistas que cobrem a política em Mato Grosso ganharam uma pauta com perguntas que não querem calar: o governador Mauro Mendes (União) vai recuar da sua candidatura ao Senado? Mauro vai continuar na cadeira de governador até o fim do mandato, sem abrir espaço para o seu vice, Otaviano Pivetta (Republicanos), assumir o governo?
Esse é o fato novo, que gera rumores. Há uma especulação crescente entre aliados próximos do governador sobre a desistência da sua candidatura ao Senado. Pelo menos três deputados estaduais ouvidos pelo PNB Online garantem que o governador pode recuar do plano de deixar o governo para ser candidato a uma das duas vagas de Senador que estarão em disputa em 2026.
O que moveria este recuo? Segundo os parlamentares, Mauro enxerga, de maneira racional, que seria melhor politicamente para a sua trajetória de gestor ficar no cargo e fazer pessoalmente as entregas de grandes obras que ficarão prontas até o final de 2026. Uma posição que teria hoje o apoio de familiares e de alguns aliados mais próximos.

Isso não é uma novidade. Mauro Mendes já desistiu de uma candidatura dada como certa de acontecer. Em 2016 ele não saiu candidato à reeleição de prefeito de Cuiabá, optando por ficar até o final do seu mandato. Não seria, portanto, algo inusitado na carreira política de Mendes.
Se confirmado, esse recuo muda por completo o cenário político-eleitoral projetado para 2026:
– O governador passará a ser o maior eleitor de 2026, comandando a sua própria sucessão e as candidaturas ao Senado entre os partidos do seu arco de aliança;
– A disputa pelas duas vagas ao Senado ganha novos personagens, para além dos nomes postos entre governistas e oposição;
– O vice-governador Otaviano Pivetta perde a condição de disputar o governo com a caneta de governador na mão. Otaviano diz que chegou a hora, está disposto a disputar o governo de qualquer forma, mas de todo modo ficará numa posição mais difícil para enfrentar o senador Wellington Fagundes (PL) e o senador Jayme Campos (União), outros dois nomes de peso colocados na disputa ao governo.
– Sem Mauro candidato, a composição com a extrema-direita bolsonarista pode ser revista, implicando em novas alianças.
Ser ou não ser candidato a Senador? Com a palavra, o senhor governador.























