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Blairo diz que “besteiras e conversas desconexas” prejudicam relação comercial com a China

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(FOTO: ELZA FIÚZA/AGÊNCIA BRASIL)

blairo maggi

 

Ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) saiu em defesa dos chineses nesta terça-feira (07.04) após membros do Governo brasileiro criticarem publicamente os asiáticos por conta da suposta responsabilidade na disseminação do novo coronavírus (Covid-19).

 

Em sua conta em uma rede social, Blairo, que foi senador e governador de Mato Grosso, afirmou que “besteiras e conversas desconexas” prejudicam as relações comerciais entre o Brasil e a China.

 

O país asiático é o principal cliente de carnes bovina, suína e de frango. Em 2019, Mato Grosso exportou o equivalente a US$ 97,105 milhões em carne bovina para a China, 13% do total exportado pelo estado nos primeiros oito meses daquele ano em valores. 

 

“Ao longo dos 2 anos e 7 meses em que fui ministro da Agricultura, estive por várias vezes em missão comercial na China e pude aprender e respeitar seus costumes. Por essa razão, eu diria que essas besteiras, conversas desconexas e irresponsável ditas por pessoas do nosso Governo prejudicam as relações comerciais, o relacionamento e os laços de confiança que ambos governos buscam construir ao longo dos tempos. O povo chinês tem um orgulho justificado da sua cultura e do potencial que seu país alcançou. Eles prezam pela formalidade, a amizade e o bom diálogo. Nós, brasileiros, sobretudo as nossas autoridades, devemos entender e respeitar isso”, disparou Blairo.

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Dois comentários agressivos abalaram a relação diplomática entre o Brasil e a China. O primeiro foi feito pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, que disse que a China teria escondido informações sobre o início da pandemia do coronavírus. “A culpa é da China e liberdade seria a solução” escreveu o deputado.

 

E no último fim de semana, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, irritou autoridades chinesas ao fazer chacota dos chineses insinuando que a China sairá fortalecida da pandemia e que haveria um “plano infalível do Cebolinha”, se referindo ao personagem da Turma da Mônica, incluindo o deboche do que seria um chinês falando português.

 

A Embaixada da China no Brasil se manifestou e disse que as declarações são explicitamente racistas ao associar um vírus a um certo país ou uma certa região, e que é preciso combater a estigmatização sobre qualquer pretexto.

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