
Um novo relatório da Elsevier-Bori, intitulado “Em direção à equidade de gênero na pesquisa no Brasil”, lançado nesta sexta-feira (08.03), aponta que o Brasil se destaca como o terceiro país com maior participação feminina na produção científica.
A análise abrangeu o período de 2002 a 2022 e mostrou uma evolução em direção à paridade de gênero na distribuição de autores de publicações científicas. De acordo com o relatório, houve um crescimento significativo no percentual de mulheres entre os autores, passando de 38% para 49% no conjunto completo de publicações e de 35% para 45% nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM).
No contexto internacional, o Brasil se destaca entre os 18 países analisados, junto com a União Europeia, com uma participação feminina significativa, ficando atrás apenas de Portugal e Argentina, que registram 52% de mulheres entre os autores. Espanha com 47% e a Itália com 46%, registraram resultados inferiores aos brasileiros.
O relatório, entretanto, também destaca uma tendência preocupante: à medida que a carreira avança, a participação feminina diminuino Brasil. Entre 2018 e 2022, mulheres com até cinco anos de carreira foram autoras ou coautoras em mais da metade (51%) das publicações, enquanto essa participação cai para 36% entre pesquisadores com mais de 21 anos de carreira.
Além disso, ainda há disparidades na participação em diferentes áreas do conhecimento. Os dados do relatório mostram que a participação feminina de 2018 a 2022 supera 60% em áreas como Enfermagem (80%), Farmacologia, Toxicologia e Farmacêutica (62%) e Psicologia (61%), enquanto fica abaixo dos 30% em áreas como Matemática (19%), Ciência da Computação (21%) e Engenharia (24%).
O relatório na íntegra pode ser consultado neste link.
























