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Cidinho diz que não aceitou suplência de Wellington por lealdade a Blairo

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Alair Ribeiro/MidiaNews

Cidinho Santos

 

O ex-senador Cidinho Santos (União Brasil) explicou por qual razão negou o convite de Wellington Fagundes (PL) para ser seu primeiro suplente na chapa ao Senado Federal: lealdade ao ex-governador Blairo Maggi (PP).

 

“Wellington me convidou para compor, ser primeiro suplente. Eu agradeci e manifestei que não posso por gratidão que tenho com o ex-ministro Blairo Maggi (PP), que sempre me apoiou e que está apoiando a candidatura do Neri Geller (PP). Eu não poderia ficar de um lado e o Blairo do outro. Prefiro dar oportunidade para outra pessoa”, disse Cidinho em entrevista à jornalista Júlia Munhoz, da Rádio Capital, na tarde desta quinta-feira (04.08).

 

Cidinho Santos disse também que, na véspera de encerrar o prazo para realizar convenções com vistas às eleições deste ano, o União Brasil em Mato Grosso intensificou conversas para fechar um arco de aliança com até oito partidos unidos em prol da candidatura à reeleição do governador Mauro Mendes.

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Segundo Cidinho, o União Brasil deve se aliar com o Republicanos, MDB, PSDB, Cidadania, PL, Podemos e PROS. 

 

Interlocutores

 

Cidinho ressaltou que não gostaria que tivesse ocorrido a cisão do grupo político que apoia Mauro Mendes, mas que a decisão de Carlos Fávaro e Neri Geller em migrarem para uma chapa a favor do ex-presidente Lula pode ser positiva para o Estado.

 

“O presidente Lula estava bem pontuado nas pesquisas. Eles [Fávaro e Neri] buscaram uma oportunidade de se ancorar em uma candidatura diferente da que está aí. Talvez eu não faria isso. Mas para o Estado isso pode ser importante porque nós, apesar de estarmos apoiando o presidente Bolsonaro, não sabemos o resultado da eleição. Caso Lula seja eleito, serão interlocutores lá, Fávaro e Neri. Acredito que eles avaliaram bem os prós e os contras”, observou Cidinho Santos.

 

Debate sadio

 

O ex-senador também argumentou que não importa quem será o adversário de Mendes na Federação Brasil da Esperança – o nome mais cotado é o da primeira-dama Márcia Pinheiro – e sim que temas relevantes sejam o foco dos seus postulantes. “Mauro Mendes não estava esperando ser candidato único. Sabia que teria adversário. O que queremos é que haja um debate à altura, em prol de Mato Grosso e não sobre questões pessoais”, completou Cidinho Santos.

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