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Coronel da PM, vice-prefeita desmente tese de que arma evitaria feminicídios: “Vamos parar com conversa fiada”

Vice-prefeita afirmou que políticos estão fazendo discurso para enganar mulheres em situação de vulnerabilidade.

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A vice-prefeita de Cuiabá, Vânia Rosa (MDB), usou suas redes sociais para produzir vídeos em que desmente a tese de políticos mato-grossenses que defendem o porte de arma como solução para os casos de feminicídio em Mato Grosso.

“Estão mentindo para você, mulher. Estão mentindo”, afirmou Vânia. “Estão fazendo você acreditar que basta ter vontade e um cursinho de tiro que logo você vai ter uma arma em casa e não vai. Arma é coisa séria”, disse. A coronel detalhou os gastos e exigências: “Sabe o custo que é? Sabe quanto custa uma arma? Sabe quanto custam as munições? Sabe quanto custam os treinamentos, as documentações, o deslocamento para os estandes? Sabe quanto custa todo o processo até conseguir uma autorização? Isso não é simples, isso não é barato, isso não é imediato, isso não é brincadeira e não pode ser matéria de populismo”.

Vânia Rosa enfatizou que, atualmente, qualquer pessoa, independentemente de gênero, pode buscar o porte de arma, desde que cumpra os requisitos legais. No entanto, ela alertou para a complexidade e o custo envolvidos no processo.

Com mais de 25 anos de experiência na Polícia Militar e tendo comandado a Patrulha Maria da Penha por anos, Vânia Rosa compartilhou sua perspectiva sobre a realidade da violência. “Eu vi o que muita gente que está dando opinião nunca viu. Eu vi mulheres policiais treinadas, armadas, sendo mortas dentro de casa. Eu vi colegas perderem filho por suicídio com a arma do próprio pai”, relatou. Ela destacou que, embora ande armada há mais de 25 anos por ser sua profissão, essa realidade é completamente diferente da realidade da maioria das mulheres.

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A vice-prefeita afirmou que políticos estão enganando mulheres em situação de vulnerabilidade. “Você acha mesmo justo enganar a mulher da periferia? Aquela que apanha calada, que tem medo de sair de casa porque tem medo dos filhos passarem fome e que mal tem dinheiro para colocar a comida sobre a mesa? E aí, você acha que essa mulher vai conseguir comprar uma arma, que vai conseguir manter todos os pré-requisitos para se ter uma arma e você acha que ela vai conseguir lidar com tudo isso dentro de casa?”, indagou.

Vânia Rosa criticou a demagogia e a omissão do poder público. “Vamos parar com conversa fiada. Vamos parar com essa demagogia, porque quando alguém trata a arma como solução fácil, não é só ignorância, é omissão. É fugir do dever de casa. É não investir em educação escolar, é não investir na capacitação profissional para que a mulher tenha independência financeira, é não fazer o que o poder público deveria estar fazendo e não faz”, declarou.

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Vânia citou ainda projeto de lei do deputado Gilberto Cattani (PL), que foi rejeitado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que propunha o porte de arma como combate à violência doméstica.

A vice-prefeita citou dados de Mato Grosso, onde mais de 18.000 mulheres precisaram de medida protetiva em 2025, e questionou: “O senhor está querendo dizer o quê? Que num toque de mágica, essas 18.000 mulheres no dia seguinte vão receber uma arma em casa? Sendo que nós temos apenas em torno de 6.000 homens policiais militares armados nas ruas? Isso não é política pública. Isso é ilusão. Isso é enganar a mulher.”

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