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TARIFLÁVIO

Fávaro vê “gol contra” de pseudo-brasileiros e defende diálogo entre Brasil e EUA

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A nova ameaça comercial dos Estados Unidos contra produtos brasileiros acendeu um alerta no país. Para o senador Carlos Fávaro (PSD-MT), o Brasil precisa reagir com firmeza, defender sua soberania e manter o diálogo entre os dois países para superar o impasse sem prejudicar trabalhadores, produtores e empresas brasileiras. Nas redes sociais, o ex ministro da agricultura e pecuária fez críticas ácidas a autoridade públicas que tem apoiado a pressão estadunidense que ameaça a soberania nacional.

O governo dos Estados Unidos, liderado pro Donald Trump, propôs uma tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras após investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. O relatório cita, entre os pontos questionados, o Pix, comércio digital, etanol, propriedade intelectual, combate à corrupção e desmatamento. Em outro procedimento, também há a possibilidade de uma sobretaxa adicional de 12%, ainda em discussão. A decisão final sobre as medidas pode ocorrer até 15 de julho.

Fávaro defendeu que o Brasil sente à mesa de negociação, mas sem abrir mão dos seus interesses nacionais. Segundo ele, o caminho deve ser o diálogo, a diplomacia e a busca de uma solução equilibrada, capaz de preservar as relações comerciais sem aceitar pressões contra conquistas brasileiras.

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“Defendo o diálogo, a negociação e o respeito entre os países. O Brasil tem que defender seus interesses com firmeza, preservar sua soberania, seus produtores, suas empresas e os empregos dos brasileiros”, afirmou.

A fala mais dura do senador foi direcionada ao que ele chamou de “pseudos-brasileiros”. Fávaro se referiu a pessoas que, segundo ele, colocam interesses pessoais, eleitorais ou ideológicos acima do interesse nacional e acabam fazendo coro com medidas que prejudicam o próprio país.

O senador citou como exemplo a tentativa de enfraquecer o Pix, sistema brasileiro usado por milhões de pessoas e empresas. Para ele, atacar o Pix para favorecer empresas norte-americanas de cartão de crédito é um “gol contra os brasileiros”.

“Não dá para aceitar que pseudos-brasileiros trabalhem contra o próprio Brasil, contra uma ferramenta como o Pix, que é do povo brasileiro, para beneficiar empresas de cartão de crédito dos Estados Unidos. Isso é um gol contra os brasileiros”, disse Fávaro.

O senador também lembrou que esta não é a primeira vez que o governo Trump tenta pressionar o Brasil por meio de tarifas. No episódio anterior, o país conseguiu reduzir os impactos ao diversificar mercados e ampliar destinos para os produtos brasileiros.

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Fávaro destacou que, quando esteve à frente do Ministério da Agricultura e Pecuária, o Brasil abriu 555 novos mercados internacionais para produtos agropecuários. Para ele, essa estratégia mostrou que o país tem força para enfrentar crises externas, reduzir dependências e ampliar oportunidades para quem produz.

“O Brasil já mostrou que tem capacidade de abrir mercados, vender para o mundo e defender os seus produtores. O que não podemos aceitar é brasileiro trabalhando contra o Brasil”, reforçou.

Na avaliação do senador, a resposta à nova ofensiva comercial deve combinar negociação diplomática, defesa da soberania e abertura de mercados. Para Fávaro, divergências políticas internas não podem ser usadas como instrumento para prejudicar a economia brasileira em uma disputa internacional.

Com informações da assessoria de imprensa do senador Carlos Fávaro (PSD)

 

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