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Cuiabá sofre expressiva diminuição de relevância sobre outras cidades, aponta IBGE

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Mayke Toscano/Secom-MT

Cuiaba aerea

 

A capital de Mato Grosso sofreu expressiva diminuição da sua relevância sobre outras cidades de 2013 para 2021. É o que mostra a publicação Divisão Urbano-Regional 2021, divulgada nesta quarta-feira (15.12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que identificou e delimitou regiões de articulação urbana das 15 metrópoles e de duas capitais regionais do Brasil.

 

Conforme o estudo, Cuiabá sofreu uma diminuição significativa em sua área de influência quando comparada ao primeiro estudo, realizado em 2013, correspondendo quase à metade oriental do Estado do Mato Grosso. O IBGE aponta como uma das razões a expressiva expansão da Metrópole de Goiânia (GO) que contribuiu para que a área polarizada por Cuiabá perdesse 35 municípios, passando de 141 para 106. 

 

Duas das mudanças de vinculação de maior destaque foram da região intermediária de Barra do Garças, que mudou de Cuiabá para Goiânia, e São Félix do Araguaia, que também passou a gravitar para a Região Ampliada de Goiânia. Nesse sentido, além da capital goiana, o Centro-Oeste também vê uma presença maior de um eixo de desenvolvimento constituído por Brasília e Anápolis (GO).  

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O estudo mostra ainda a ascensão hierárquica de Sinop e Rondonópolis, que ascenderam à hierarquia de Capital Regional. Todos os outros municípios considerados Regiões Intermediárias de influência mantiveram seus postos, reflexo do fato de a rede urbana possuir uma certa estabilidade estrutural. O pouco avanço da área de influência dos principais municípios do estado não significa, entretanto, redução estrutural da economia no Mato Grosso, mas crescimento da concentração econômica no estado. 

 

“Isso, porém, sugere, dada a forte atuação do agronegócio na região, um acréscimo da situação de concentração econômica em termos espaciais, em que as centralidades são reforçadas, assim como o crescimento do papel do AP de Goiânia/GO como Núcleos de referência para uma vasta região, capturando para si uma parte do Estado de Mato Grosso”, destaca a publicação. 

 

Regiões de influência

 

Neste tipo de estudo, o IBGE busca entender a hierarquia dos centros urbanos brasileiros e delimitar as regiões de influência a eles associados. O instituto identifica, por exemplo, as metrópoles e capitais regionais brasileiras e qual o alcance espacial da influência delas.

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A identificação da hierarquia urbana e das áreas de influência é realizada por meio da classificação dos centros urbanos que possuem determinados equipamentos e serviços e que atraem populações de outras localidades. A oferta diferenciada de bens e serviços entre as cidades faz com que populações se desloquem a centros urbanos bem equipados para adquirirem serviços de saúde e educação ou buscar um aeroporto, por exemplo. 

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