
Mais de um terço dos bairros de Cuiabá estão em situação de alto risco para a transmissão de dengue, chikungunya e zika. É o que aponta o terceiro Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) de 2025, divulgado nesta quinta-feira (31.07) pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) da capital mato-grossense.
Realizado entre os dias 30 de junho e 4 de julho, o levantamento inspecionou 11.583 imóveis distribuídos em 27 estratos, que são conjuntos de imóveis agrupados conforme a metodologia do Ministério da Saúde. O índice de infestação predial (IIP), que mede a proporção de imóveis com focos do mosquito transmissor, foi de 3,3%, o que coloca o município em situação de médio risco.
No entanto, nove dos 27 estratos (33,3%) apresentaram índice superior a 4,0%, o que configura alto risco de surto. Apenas um estrato foi classificado como de baixo risco.
Entre os locais com os maiores índices de infestação estão bairros das regiões norte e leste da cidade. O destaque negativo é o Estrato 21, na região Norte, com IIP de 8%. Ali estão bairros como Jardim Vitória, Altos da Chapada, Três Poderes e Paraisópolis. Em seguida aparecem o Estrato 26 (7,5%), que abrange o Novo Canaã e Três Barras, e o Estrato 11 (5,9%), na região do Jardim das Américas e UFMT.
Segundo o CIEVS, os criadouros mais frequentes foram os depósitos de água desprotegidos ao nível do solo, como caixas e tambores (44,1%), seguidos pelo lixo acumulado, como garrafas, latas e recipientes plásticos (27,2%). Ambos apresentaram aumento na comparação com levantamentos anteriores.
Apesar do alerta, os dados epidemiológicos mostram queda no número de casos de dengue ao longo de 2025. Até a 30ª semana epidemiológica, Cuiabá havia registrado 1.419 casos de dengue, 10.892 de chikungunya e apenas 3 de zika. Não houve óbitos por dengue ou zika, mas foram confirmadas 27 mortes por chikungunya, com outros 13 óbitos ainda em investigação.























