
Mato Grosso segue entre os estados com maior desigualdade salarial entre homens e mulheres, segundo o 3º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios, divulgado pelo Governo Federal recentemente. A diferença entre os salários médios pagos a mulheres e homens no estado é de 27,04%, a quinta maior do país.
De acordo com os dados, as mulheres mato-grossenses recebem, em média, R$ 2.949,07, enquanto os homens ganham R$ 4.041,84. A variação representa uma leve redução de 0,66 ponto percentual em relação ao relatório anterior, divulgado em setembro de 2024, mas ainda mantém Mato Grosso entre os líderes nacionais em desigualdade.
O levantamento, feito com base nos dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) de 2024, analisou mais de 19 milhões de vínculos formais em todo o país. No ranking nacional, apenas o Rio de Janeiro, Santa Catarina , Espírito Santo e Paraná apresentam desigualdades salariais maiores que as de Mato Grosso.
Apesar de 16 estados terem mostrado avanços na redução da diferença salarial, os dados mostram que a disparidade de gênero ainda é uma realidade marcante no mercado de trabalho brasileiro, e especialmente em estados como MT, onde o setor do agronegócio e da construção civil, tradicionalmente masculinos, têm forte peso na economia local.
Nacionalmente
No Brasil, a disparidade também é alta: 20,87%, com um aumento de 0,18% desde o último relatório. O fator racial também segue como um dos maiores desafios no diagnóstico nacional. Por exemplo, mulheres negras ganham, em média, R$ 2.864,39 enquanto mulheres não negras recebem R$ 4.661,06, ou seja, 38% a mais. Em Mato Grosso, mulheres negras ganham, em média, R$ 2.669,78, e mulheres não negras recebem R$ 3.684,18. Uma diferença de 27,5%.

























